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25 anos da morte de Toninho do PT: assassinato segue sem solução

Morte do ex-prefeito de Campinas completa 25 anos nesta semana sem punição dos responsáveis

2 min

11/09/2026 12:20 • Atualizado há 3 horas

25 anos da morte de Toninho do PT: assassinato segue sem solução

O assassinato do ex-prefeito de Campinas (SP), Antônio da Costa Santos, conhecido como Toninho do PT, completou 25 anos nesta semana sem uma solução definitiva sobre os autores ou mandantes do crime.

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Arquiteto e professor universitário, Toninho foi atingido por disparos de arma de fogo na noite de 10 de setembro de 2001, aos 49 anos, quando ocupava o cargo de prefeito há pouco mais de oito meses.

Na ocasião do crime, por volta das 22h, o prefeito deixava o prédio da prefeitura após discursar em um evento do Movimento Negro e dirigir-se a um shopping. Ao sair do local dirigindo sozinho seu veículo pela Avenida Mackenzie rumo à sua residência, o automóvel foi alvejado, e um dos tiros atingiu a artéria aorta do político, causando sua morte imediata.

Eleito com 59,79% dos votos válidos na cidade contra 40,21% do tucano Carlão Sampaio, Toninho havia construído sua trajetória pública com forte combate à corrupção e denúncias de irregularidades em obras públicas e contratos municipais.

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As investigações policiais concluídas em 2002 apontaram que o homicídio teria sido praticado por uma quadrilha de sequestradores comandada por Wanderson Nilton de Paula Lima, o "Andinho", sob a justificativa de que o carro do prefeito estaria atrapalhando a fuga do grupo.

Contudo, a família e aliados do ex-prefeito nunca aceitaram a tese de crime comum. Para a viúva Roseana Garcia, o assassinato teve motivação política, motivado pelas denúncias feitas por Toninho contra esquemas de superfaturamento e fraudes em licitações.

O Ministério Público afirmou ao longo dos anos que não descartava a hipótese política, mas ressaltou não ter reunido provas concretas para comprová-la.

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Após mais de duas décadas de reaberturas e arquivamentos, o inquérito policial foi arquivado pela Vara do Júri de Campinas em novembro de 2022, devido à prescrição do crime. Com a decisão judicial, mesmo que novos responsáveis sejam identificados, não é mais possível aplicar punição criminal ou condenar os envolvidos pela morte de Toninho.