Ailton Fernandes detalha como funciona a vaginoplastia em mulheres trans
Urologista explica técnicas, profundidade do canal vaginal, sensibilidade, dilatação e os cuidados essenciais no pós-operatório

Antes de chegar a uma sala de cirurgia, uma mulher trans pode ter atravessado uma trajetória longa de reconhecimento da própria identidade, transição social, acompanhamento em saúde mental e, em alguns casos, anos de sofrimento provocado pela incompatibilidade entre o corpo e a forma como se reconhece.
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Para aquelas que desejam o procedimento e têm indicação, a vaginoplastia pode representar uma das etapas finais dessa jornada. Isso não significa que toda mulher trans precise modificar o próprio corpo para que sua identidade seja legítima. A cirurgia é uma escolha individual e, para algumas pessoas, está relacionada ao desejo de reduzir a disforia de gênero e viver com mais conforto em relação à própria anatomia.
O urologista Dr. Ailton Fernandes, que atua com urologia reconstrutiva e cirurgia de afirmação de gênero, relata que algumas pacientes chegam ao atendimento depois de conviver por anos com limitações que ultrapassam a esfera sexual.
“Há mulheres que evitam olhar para a própria genitália ou mesmo tocá-la, porque existe um sofrimento profundo relacionado àquela anatomia. Isso pode afetar a intimidade, a forma de se vestir, os relacionamentos e até situações simples do cotidiano. O primeiro passo é compreender essa dor e entender o que aquela paciente espera de sua própria trajetória.”
Entender esse contexto é fundamental para que a cirurgia de afirmação de gênero seja compreendida como parte de um cuidado integral, individualizado e centrado nas necessidades e expectativas de cada paciente.
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O que é a cirurgia de afirmação de gênero?
A cirurgia de afirmação de gênero reúne procedimentos que podem adequar características anatômicas à identidade de gênero de uma pessoa. No caso de algumas mulheres trans, uma das possibilidades é a vaginoplastia, cirurgia destinada à construção de uma genitália feminina.
A decisão cirúrgica costuma acontecer depois de uma trajetória que pode envolver diferentes etapas de transição e acompanhamento em saúde. O procedimento não é obrigatório e não determina quem é ou deixa de ser uma mulher trans.
Dr. Ailton Fernandes ressalta que o momento da cirurgia exige amadurecimento, compreensão dos riscos e disposição para um processo de recuperação que também depende da participação da paciente.
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“Chegar à cirurgia significa ter clareza sobre o que será transformado, quais são os limites anatômicos e o que será exigido depois do procedimento. Existe uma responsabilidade compartilhada: a equipe precisa planejar e executar com segurança, e a paciente precisa compreender que a recuperação também faz parte do tratamento.”
A disforia relacionada à genitália pode se manifestar de formas diferentes. Em algumas mulheres, interfere diretamente na intimidade e na sexualidade. Em outras, alcança situações aparentemente simples, como usar determinadas roupas, frequentar uma academia ou escolher um banheiro em um espaço público.
O urologista destaca que atividades automáticas para grande parte da população podem ser acompanhadas de insegurança para pessoas trans.
“Para muitas pessoas, entrar em um shopping e usar um banheiro é um gesto cotidiano. Para algumas mulheres trans, esse momento pode ser marcado pelo medo de exposição, hostilidade ou violência. Quando entendemos isso, percebemos que a discussão envolve também a possibilidade de circular, se vestir e viver com mais liberdade.”
Ao longo de sua atuação, Dr. Ailton Fernandes afirma ter conhecido histórias marcadas por rejeição familiar, exclusão social e preconceito. As experiências não são iguais para todas as pessoas trans, mas o desconhecimento sobre identidade de gênero ainda pode transformar diferenças em julgamento.
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“Muitas críticas surgem antes mesmo de existir uma tentativa de compreender aquela realidade. Informação muda esse ponto de partida. Quando a pessoa conhece melhor o processo, a história e o sofrimento envolvidos, existe mais espaço para empatia, respeito e tolerância.”
Falar sobre cirurgia de afirmação de gênero, portanto, não significa estimular alguém a realizá-la. Significa explicar o procedimento, suas possibilidades, limitações, riscos e o contexto em que determinadas pessoas podem procurá-lo.
Como funciona uma vaginoplastia?
Na vaginoplastia, estruturas são reconstruídas para formar uma genitália feminina. O procedimento pode envolver a construção do clitóris, do capuz do clitóris, dos pequenos e grandes lábios, o reposicionamento da uretra e a criação do canal vaginal.
O planejamento considera tanto a anatomia quanto aspectos funcionais. Aparência, sensibilidade, função urinária, sexualidade e segurança precisam ser avaliadas em conjunto.
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“É uma reconstrução que exige precisão. Não estamos tratando apenas da aparência externa, mas de estruturas que precisam coexistir de forma harmoniosa, respeitando função urinária, sensibilidade, sexualidade e os limites anatômicos de cada paciente.”
As características individuais influenciam diretamente a escolha cirúrgica. Por esse motivo, não existe uma técnica única indicada para todas as pacientes.
Uma das possibilidades para a construção do canal vaginal é a chamada inversão peniana. Nessa técnica, a pele da haste peniana é utilizada para revestir o canal construído durante o procedimento. A disponibilidade de tecido é um dos fatores avaliados antes da cirurgia.
Mulheres trans com menor quantidade de pele disponível podem necessitar de outra estratégia cirúrgica, conforme a anatomia e a avaliação do especialista.
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“O planejamento começa pela anatomia. A quantidade de tecido disponível, as dimensões da pelve e a relação entre as estruturas determinam o que pode ser feito com segurança. Por isso, a técnica precisa ser escolhida para aquela pessoa, e não aplicada de maneira padronizada.”
Outra possibilidade descrita por Dr. Ailton Fernandes é a utilização do peritônio, membrana que reveste internamente a cavidade abdominal. Esse tecido pode ser empregado na composição do canal vaginal por meio de uma abordagem minimamente invasiva, realizada através de laparoscopia ou cirurgia robótica.
O peritônio apresenta características próprias de textura e umidade, mas isso não significa que seja automaticamente a melhor opção para todas as mulheres.
“O peritônio pode ser uma alternativa importante em casos selecionados, inclusive quando há limitação de tecido disponível. Ainda assim, a decisão não deve ser guiada pela ideia de que uma técnica é necessariamente superior à outra, mas pela indicação mais adequada para cada paciente.”
Profundidade, sensibilidade e função sexual
Uma das dúvidas que chegam ao consultório envolve o comprimento do canal vaginal.
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Dr. Ailton Fernandes relata que algumas mulheres têm como referência números elevados e associam maior profundidade a um resultado superior. Para ele, esse parâmetro isolado pode criar expectativas equivocadas.
O comprimento possível depende de fatores como anatomia pélvica, técnica utilizada e quantidade de tecido disponível.
“A profundidade não pode ser tratada como uma competição. O objetivo é construir um canal funcional, confortável e compatível com a anatomia daquela paciente. Na vida sexual, prazer e conforto são parâmetros muito mais relevantes do que alcançar um determinado número de centímetros.”
A discussão também ajuda a evitar comparações com resultados observados nas redes sociais ou com características anatômicas de outras pessoas.
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A preservação da sensibilidade e da função sexual é um dos aspectos fundamentais considerados na vaginoplastia. Na construção do clitóris, Dr. Ailton Fernandes explica que parte do tecido da glande pode ser utilizada, com atenção à preservação das estruturas nervosas e vasculares relacionadas à sensibilidade. Recursos de magnificação podem auxiliar o trabalho em áreas delicadas.
“Quando construímos o clitóris, o cuidado com a vascularização e com os nervos é fundamental. A proposta é preservar estruturas que possam contribuir para sensibilidade e função sexual, sempre respeitando as particularidades anatômicas e a resposta individual de cada paciente.”
A resposta sexual após a cirurgia, entretanto, pode variar entre as pacientes. Estudos demonstram preservação da sensibilidade, prazer e capacidade de atingir o orgasmo em até 85% dos casos. Esses resultados, no entanto, não representam uma garantia individual e podem variar de acordo com diferentes fatores.
Relatos de pacientes ajudam a demonstrar como a adaptação à nova anatomia pode acontecer na vida cotidiana, embora experiências individuais não possam ser generalizadas.
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Em uma mensagem compartilhada com o médico e apresentada com a identidade preservada, uma paciente contou como foram as primeiras relações sexuais depois da recuperação.
“A primeira e a segunda vez foram um processo. Senti um pouco de dor e desconforto, mas, nas outras vezes, foi muito mais tranquilo. Consegui ter relação e penetração sem problemas. Achei que seria mais complicado. Estou muito feliz tanto com o resultado estético quanto com a parte funcional.”
Segundo o relato, o desconforto inicial diminuiu nas relações seguintes e o uso de lubrificante auxiliou durante a penetração.
Outra paciente escreveu ao urologista sobre um significado diferente da cirurgia, relacionado à percepção de dignidade e reconstrução pessoal.
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“Você não somente opera, você devolve dignidade. Você prova que essa árvore ainda tem raiz e que ela vai voltar a florescer. Não vejo a hora de te reencontrar.”
As mensagens traduzem experiências pessoais e não representam uma previsão de resultado para outras pacientes. Ainda assim, ajudam a compreender por que, para algumas mulheres, a cirurgia pode assumir uma dimensão que ultrapassa a reconstrução anatômica.
Dr. Ailton Fernandes relaciona essa percepção ao propósito que atribui ao próprio trabalho.
“O que mais me marca é perceber uma pessoa retomando aspectos da vida dos quais antes se afastava por medo ou insegurança. Quando o conhecimento médico contribui para reduzir sofrimento e ampliar qualidade de vida, existe um sentido muito profundo no nosso trabalho.”
Como é o pós-operatório da vaginoplastia?
Depois da cirurgia, a genitália passa por um processo de cicatrização. O aspecto observado nos primeiros dias e semanas não corresponde necessariamente ao resultado final.
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Edema e alterações temporárias podem ocorrer enquanto os tecidos reposicionados se adaptam.
“É importante preparar a paciente também para essa fase. Nos primeiros dias, haverá edema, mudanças na aparência e um processo de cicatrização ainda em andamento. O resultado precisa de tempo para se estabelecer, e compreender isso previamente evita expectativas irreais no início da recuperação.”
Como qualquer cirurgia de maior porte, a vaginoplastia não é isenta de complicações.
Dr. Ailton Fernandes cita a possibilidade de abertura de pontos, alterações na cicatrização, pequenas áreas de sofrimento ou perda de tecido, infecções locais e estreitamento do canal vaginal.
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A ocorrência e a gravidade dessas intercorrências variam e precisam ser avaliadas individualmente. Por essa razão, o procedimento não deve ser apresentado como simples ou acompanhado de promessas de resultado.
Uma das etapas importantes após a criação do canal vaginal é a dilatação com dispositivos específicos. O objetivo é ajudar na manutenção das dimensões do canal durante a cicatrização.
Segundo Dr. Ailton Fernandes, no protocolo adotado em sua prática, a frequência é maior nos primeiros meses e diminui progressivamente ao longo da recuperação. A orientação, no entanto, deve ser definida para cada paciente.
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“A dilatação exige disciplina e precisa ser compreendida antes da cirurgia. Ela não aparece como uma recomendação secundária no pós-operatório; integra o processo de manutenção do canal vaginal e demanda orientação adequada para ser realizada de maneira segura.”
A falta de dilatação adequada pode favorecer o estreitamento do canal, motivo pelo qual a adesão às orientações da equipe é considerada relevante no pós-operatório.
O retorno às atividades também não ocorre da mesma forma para todas as pessoas. O tipo de trabalho é um dos fatores considerados. Uma paciente que exerce atividade sem esforço físico pode ter uma evolução diferente daquela que precisa levantar peso, caminhar durante muitas horas ou realizar tarefas fisicamente intensas.
A retomada da vida sexual acontece de forma gradual. Dr. Ailton Fernandes afirma que, em sua prática, relações com penetração costumam ser liberadas em uma fase mais avançada da recuperação, depois da avaliação da cicatrização.
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“O tempo de recuperação precisa dialogar com a realidade de cada paciente. Não é possível comparar alguém que trabalha em casa com outra pessoa cuja profissão exige esforço físico intenso Por isso, o retorno às atividades deve ser individualizado, considerando a evolução da cicatrização, o tipo de atividade exercida e a recuperação de cada paciente.”
Medo, informação e quebra de tabus
Dor, complicações, recuperação e receio de que o resultado seja diferente do imaginado estão entre as inseguranças que podem acompanhar a decisão de operar.
Para Dr. Ailton Fernandes, não cabe tentar eliminar esse medo com promessas. O caminho deve ser ampliar o conhecimento da paciente sobre aquilo que será realizado.
“Uma decisão informada é diferente de uma decisão movida apenas pela expectativa. A paciente precisa conhecer os riscos, entender os cuidados do pós-operatório e saber quais são os limites do procedimento. Quanto mais clareza ela tiver, mais preparada estará para decidir se aquele é realmente o momento de seguir em frente.”
O receio também pode envolver familiares e pessoas próximas, especialmente quando há pouco conhecimento sobre a cirurgia e sobre a própria experiência de uma pessoa trans.
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A identidade de gênero ainda desperta debates atravessados por convicções pessoais, culturais e religiosas. No campo da saúde, no entanto, desconhecimento e informação médica não devem ocupar o mesmo lugar.
Dr. Ailton Fernandes considera que conhecer a realidade vivida por pessoas trans é uma das formas de reduzir preconceitos.
“Ninguém precisa viver a experiência do outro para respeitá-la. O conhecimento permite enxergar uma pessoa com história, medos, expectativas e sofrimento, em vez de transformar sua existência apenas em um tema de debate. Esse entendimento torna a convivência mais humana.”
Também é importante compreender que não existe um único caminho para todas as pessoas trans.
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Algumas mulheres desejam realizar a vaginoplastia. Outras não. As decisões relacionadas ao próprio corpo podem ser diferentes e devem ser individualizadas.
Desmistificar a vaginoplastia também não significa banalizar o procedimento. A cirurgia envolve mudanças anatômicas importantes, riscos, avaliação prévia e participação ativa da paciente no período posterior.
Dr. Ailton recomenda que quem considera o procedimento procure compreender a experiência da equipe, o acompanhamento oferecido, as possíveis complicações e a maneira como o pós-operatório será conduzido.
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“Uma cirurgia dessa complexidade não termina no centro cirúrgico. É importante saber quem acompanhará a recuperação, como eventuais intercorrências serão conduzidas e quais orientações estarão disponíveis ao longo desse processo. A relação de confiança precisa existir também depois da operação.”
Não existe uma técnica ideal para todas as mulheres nem um resultado que possa ser prometido antecipadamente. A indicação e o planejamento devem considerar as condições clínicas, a anatomia e as necessidades individuais.
Para algumas mulheres trans, chegar à cirurgia pode significar concluir uma etapa de uma história iniciada muito antes do centro cirúrgico.
Compreender essa história é parte essencial de compreender o próprio procedimento.
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Quem é Dr. José Ailton Fernandes Silva
Conhecido profissionalmente como Dr. Ailton Fernandes, José Ailton Fernandes Silva construiu, ao longo de sua trajetória, uma atuação voltada especialmente às áreas de urologia funcional e reconstrutiva. Desde 2002, vive no Rio de Janeiro, onde consolidou sua carreira profissional e acadêmica.
Parte importante de sua carreira foi dedicada ao atendimento de pacientes com sequelas neurológicas e alterações complexas do funcionamento da bexiga. Esse contato aproximou seu trabalho da urologia funcional e também de um modelo de cuidado baseado na atuação integrada entre diferentes profissionais de saúde.
A experiência clínica ganhou continuidade na vida acadêmica. Dr. Ailton realizou mestrado em Urologia e doutorado em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), aprofundando sua atuação em temas relacionados às disfunções miccionais e à urologia funcional.
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Ao longo dos anos, ampliou sua prática para a urologia reconstrutiva, área voltada à recuperação de estruturas e funções do trato urinário. Posteriormente, passou a dedicar parte importante de seus estudos e atuação à cirurgia de afirmação de gênero. Sua formação nessa área foi realizada em Cleveland, nos Estados Unidos, onde mantém um programa contínuo de aperfeiçoamento, com períodos de treinamento realizados uma a duas vezes por ano.
Esse intercâmbio frequente permite acompanhar de perto a evolução das técnicas cirúrgicas, novas tecnologias e diferentes estratégias de cuidado adotadas em centros internacionais, incorporando à sua prática, de forma criteriosa, avanços que possam trazer benefícios aos seus pacientes.
Atualmente, o Dr. Ailton Fernandes atua no Rio de Janeiro com urologia funcional, urologia reconstrutiva e cirurgia de afirmação de gênero. Em sua prática, procura integrar conhecimento técnico, atualização permanente, escuta e acompanhamento próximo, especialmente em situações nas quais a demanda médica também envolve insegurança, constrangimento, sofrimento relacionado ao próprio corpo e impacto na qualidade de vida
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CRM: 5272817-9/RJ | RQE Nº: 23297
Instagram: @ailtonfernandesurologia
Site: www.afirmacaodegenero.com.br
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YouTube: @ailtonfernandesurologista

