São Paulo

Alvo de operação, ex-vereador Milton Leite nega relações com o PCC

A ação, deflagrada pela Polícia Civil de SP, investiga a infiltração do PCC no poder público e no sistema de transporte

3 min

17/09/2026 07:42 • Atualizado há 15 horas

Alvo de operação, ex-vereador Milton Leite nega relações com o PCC

Alvo da Operação Vectura Corrupta, o ex-vereador Milton Leite (União Brasil), afirmou que se apresentará à polícia em até 24 horas. A ação, deflagrada na manhã desta quinta-feira (17), integra a terceira etapa da investigação sobre a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no poder público e no sistema de transporte coletivo de São Paulo. O ex-parlamentar negou ‘veementemente’ qualquer relação com a organização criminosa.

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Milton é considerado foragido pela polícia. De acordo com informações oficiais, os agentes foram até a casa do político para cumprir o mandado de prisão, mas não o encontraram. Uma funcionária afirmou que ele havia permanecido no imóvel até a tarde de quarta-feira (16) e saído à noite para um compromisso de campanha.

De acordo com a apuração da Band, Milton afirmou que está fora de São Paulo e que se apresentará para prestar esclarecimentos à polícia. Ele afirmou que nega ter tido relações com o PCC e que tinha contato com as empresas de transporte a pedido do ex-prefeito Bruno Covas, para cuidar do setor.

"Nego veementemente todas as afirmações eh que se tornaram público. Vou colaborar com a justiça em todos os aspectos. Não conheço quem quer que seja do PC do PCC. Nunca tive relação de natureza qualquer com o PCC. A minha relação com o setor de transporte foi institucional porque eu eu eu eu era o vice-prefeito da cidade de São Paulo e nessa condição o então prefeito Bruno Covas pediu-me que conduzisse esse processo. Vou me defender publicamente porque depois não tenho nada a esconder", disse à Rádio Bandeirantes.

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Pronunciamento da Prefeitura de SP

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que, desde o início das investigações envolvendo a Transwoff, em abril de 2024, agiu "com rigor, encerrando contrato a fim de preservar o interesse público e garantir que a população não fosse prejudicada". Veja um trecho do comunicado:

"A Prefeitura reforça que, na ocasião, também foi aberto um processo pela Controladoria Geral do Município contra a Transwolff e a UPBus e, desde então, atua em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Civil no processo investigatório.A operação realizada nesta quinta-feira (17) reforça a gravidade dos fatos que motivaram as providências adotadas pela Prefeitura. A administração colabora integralmente com o Ministério Público, fornecendo todos os documentos e esclarecimentos necessários".

Entenda a Operação Vectura Corrupta

A investigação é um desdobramento da Operação “Decúrio”, deflagrada em agosto de 2024. Na ocasião, foram identificados indícios de uma tentativa de infiltração do crime organizado nas eleições municipais daquele ano, com o lançamento de candidatos aos cargos em disputa.

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Nesta nova etapa, as autoridades também identificaram a atuação de advogados em conluio com o crime organizado, segundo a nota oficial. Outro foco da apuração é a possível infiltração do PCC no sistema de transporte coletivo.

Pelo menos 12 empresas que operam na cidade de São Paulo seriam controladas direta ou indiretamente pela organização criminosa. Parte dessas empresas já havia sido alvo de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, inclusive com denúncias oferecidas.

A investigação identificou ainda o envolvimento do PCC no financiamento de campanhas políticas nas eleições para prefeitos e vereadores de 2024, além das eleições que se avizinham. As diligências são realizadas em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.

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