Laudo confirma extração de árvores da Praça do Coco em Campinas
Documentos apontam colapso fisiológico e prefeitura de Campinas defende extração para garantir segurança em Barão Geraldo

Um parecer técnico da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, (ESALQ-USP) concluiu que duas árvores da espécie Ficus benjamina retiradas da Praça do Coco, de Barão Geraldo, em Campinas (SP), estavam em "péssimo estado geral" e representavam risco contínuo aos frequentadores, segundo laudos encomendados pela Prefeitura.
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Parecer aponta risco contínuo
A Prefeitura de Campinas solicitou avaliação externa para analisar os laudos 7.391 e 7.392, que tratavam das árvores localizadas em área de grande circulação na praça. O documento foi assinado pelo professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, especialista em Silvicultura Urbana do Departamento de Ciências Florestais da Esalq-USP.
De acordo com o parecer, as árvores apresentavam combinação de falhas estruturais e biológicas, com fragilidade da base, comprometimento do colo e do tronco, instabilidade do solo e interferências externas. O texto afirma que a permanência das estruturas representava "grave risco" para a população.
Imagens detalham problemas nas árvores
O parecer anexou fotos das falhas observadas nas estruturas, como rachaduras, cavidades e danos na base. As imagens evidenciam, segundo o documento, o estágio avançado de deterioração.
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A análise também avaliou o comportamento da copa e destacou que galhos secos perdem elasticidade com o tempo, o que amplia a possibilidade de queda em situações de vento ou chuva. Essa condição, em área de uso intenso por moradores e comerciantes, aumentava a preocupação com acidentes.
No local das árvores removidas, o município informou que plantará dois jequitibás-rosa adultos, espécie nativa de grande porte.
*Estagiária sob supervisão.
