Assassino de 'Zézinho do Ouro' é condenado a 16 anos de prisão em SP
Empresário e criador de conteúdo foi morto a tiros em um condomínio na Zona Norte da capital em novembro de 2024
Leonardo Ferreira da Silva foi condenado a 16 anos de prisão pelo assassinato de José Gonzaga Moreira, conhecido como Zézinho do Ouro, executado em novembro de 2024 em um condomínio no bairro de Santana, na Zona Norte de São Paulo. A sentença foi emitida após um julgamento que durou 11 horas na capital paulista.
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O crime vitimou um empresário do setor de pedras preciosas que operava um canal na internet voltado para a divulgação de denúncias contra gestões públicas e figuras políticas. As investigações conduzidas pelas autoridades policiais demonstram que o executor utilizou uma identidade falsa para atrair a vítima.
Farsa e execução na Zona Norte
Conforme apurado pela polícia, o criminoso apresentou-se inicialmente como "Jonathan" e convenceu Zézinho do Ouro de que possuía documentos sigilosos. O material conteria denúncias sobre uma suposta violência sexual envolvendo um político do estado de Pernambuco.
Mensagens obtidas com exclusividade pela reportagem revelam que o suspeito simulou um perfil feminino na escrita para estabelecer contato inicial com o empresário. Após ganhar a confiança da vítima, o atirador agendou uma visita presencial ao apartamento na cobertura do edifício.
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Durante a visita, o falso denuncista participou de gravações e manteve uma postura fria. Familiares relataram à polícia que o homem evitou ao máximo tocar nos móveis e nos corrimãos da escada interna do imóvel durante toda a permanência no local.
Mudança de plano e fuga
Segundo os depoimentos coletados na investigação, o plano inicial do criminoso era eliminar todas as pessoas presentes no apartamento. No entanto, ao notar que o elevador do prédio operava por biometria, ele concluiu que precisaria do empresário para conseguir sair do edifício.
Por esse motivo, o atirador convenceu a vítima a acompanhá-lo até a portaria do prédio sob o pretexto de se despediarem na rua. Ao chegarem ao térreo, o suspeito sacou uma arma de fogo e efetuou cinco disparos contra a nuca do empresário.
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O autor dos tiros fugiu rapidamente do local e contou com o apoio de um motociclista que o aguardava nas proximidades. Zézinho chegou a receber atendimento médico de urgência, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na madrugada seguinte ao atentado.
Próximos passos da investigação
Apesar da condenação do executor a 16 anos de reclusão, a Polícia Civil de São Paulo mantém o inquérito em andamento. O objetivo principal das autoridades agora é identificar e prender o mandante responsável por encomendar a morte do empresário.
Durante os trâmites do processo, o réu apresentou versões contraditórias. Na época de sua prisão no estado de Minas Gerais, afirmou que receberia uma alta quantia financeira pelo crime. Posteriormente, alterou o depoimento e, durante o julgamento, negou totalmente a autoria do homicídio.
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O passado da vítima também é examinado pelos investigadores. Nos anos 90, Zézinho do Ouro atuou como informante e revelou esquemas de corrupção na corporação policial, gerando o afastamento de cerca de 40 agentes. A polícia segue colhendo depoimentos para esclarecer todas as pontas soltas do caso.
