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Câmara de Bauru aprova CP que pode levar à cassação de prefeita

Pedido foi aprovado nesta segunda-feira (14) com apenas um voto contrário

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15/09/2026 14:51 • Atualizado há 1 dia

Câmara de Bauru aprova CP que pode levar à cassação de prefeita

A Câmara Municipal de Bauru aprovou, na tarde desta segunda-feira (14), a abertura de uma Comissão Processante (CP) que poderá resultar na cassação do mandato da prefeita Suéllen Rosim (PSD). A sessão foi marcada por discussões entre os vereadores e intensa movimentação no plenário.

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O pedido de abertura da comissão foi apresentado pelo vereador Eduardo Borgo (Novo) e recebeu apenas um voto contrário, do vereador Sandro Bussola (MDB).

Após a aprovação, três vereadores foram definidos por sorteio para integrar a Comissão Processante: Miltinho Sandrin, Lokadora e Arnaldinho. O grupo será responsável por analisar as acusações apresentadas contra a prefeita e os documentos relacionados ao caso.

Segundo a denúncia, Suéllen teria sido negligente e omissa na fiscalização de atos da própria gestão. O documento também aponta suposto descumprimento de requisições de documentos feitas pela Câmara e possível omissão na defesa de bens e interesses do município.

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A abertura da CP ocorre enquanto avançam investigações conduzidas pelo Ministério Público e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Os órgãos apuram um suposto esquema de fraude envolvendo a licitação e a gestão dos serviços de limpeza urbana e resíduos sólidos de Bauru.

As investigações já resultaram na prisão de dois secretários municipais.

Áudios são citados na denúncia

Entre os elementos mencionados no processo estão áudios transcritos pelo Ministério Público.

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Em um dos trechos citados no documento, uma conversa entre a ex-secretária municipal Cilene Chabuh Bordezan e o empresário Hamilton Libório Agle, dono da Estre Ambiental, faz referência à entrega de um “presentinho” para a prefeita Suéllen Rosim. Na sequência, Hamilton pergunta se também deveria levar um presente para o filho da prefeita, que estava grávida na época.

Conforme a transcrição apresentada pelo Ministério Público, Hamilton pergunta onde poderia comprar o presente. Cilene sugere que ele procure uma loja infantil em um shopping. Ainda segundo o documento, quando Hamilton utiliza a expressão “presentinho”, Cilene ri e faz referência a dinheiro.

As conversas são apontadas como parte dos elementos analisados nas investigações e foram citadas na denúncia que motivou a abertura da Comissão Processante.

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Próximos passos

Com a aprovação da CP, os vereadores que integram a comissão deverão analisar as acusações, documentos e demais elementos apresentados no processo.

Ao final dos trabalhos, a comissão poderá propor o arquivamento da denúncia ou o prosseguimento do processo que pode resultar em cassação do mandato, conforme as conclusões e os procedimentos previstos na legislação.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da prefeita Suéllen Rosim para solicitar um posicionamento sobre a abertura da Comissão Processante e sobre o conteúdo das transcrições citadas pelo Ministério Público.

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Até a publicação desta reportagem, não houve retorno.

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