Carros ficam submersos e pessoas feridas após Túnel do Anhangabaú alagar
Sem interdição preventiva, motoristas foram surpreendidos por enxurrada no centro de São Paulo
Um grave alagamento tomou conta do Túnel do Anhangabaú, na região central de São Paulo, na tarde desta quarta-feira (14), deixando veículos submersos e motoristas e passageiros ilhados em cima de seus carros.
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Diante do cenário de caos que se instaurou na cidade, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio de veículos na tarde/noite desta quarta-feira (14). Com isso, os veículos com placas de final 5 e 6 podem circular normalmente entre as 17h e as 20h.
As imagens registradas no túnel do Anhangabaú mostraram pessoas abrigadas nas janelas dos veículos, táxis arrastados pela força da água e até uma viatura da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) surpreendida e presa pela rápida elevação do nível do alagamento.
O Corpo de Bombeiros mobilizou equipes para o local e confirmou, em informações preliminares, o atendimento a pelo menos quatro vítimas no interior da estrutura.
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Histórico trágico e cobranças
Em 1999, um alagamento no mesmo local deixou 160 carros submersos e quase provocou mortes por afogamento, estabelecendo desde então o protocolo oficial de fechar imediatamente a via em caso de chuva forte.
Diante do novo alagamento, apura-se se houve falha ou quebra no sistema de bombas de drenagem e por que não foi acionado um alerta preventivo com base em sistemas de radar meteorológico capazes de prever a chegada do temporal com minutos de antecedência.
Alagamento, queda de árvore e falta de luz
O caos no centro da capital paulista ocorreu foi provocado pela atuação de um cavado meteorológico e pela aproximação de uma frente fria pelo oceano. A Defesa Civil de São Paulo havia emitido um alerta severo para chuvas nas zonas Oeste e Sul, que avançaram para as zonas Norte, Leste e para o centro, atingindo também outros municípios da Região Metropolitana. Às 17h, toda a capital paulista entrou em estado de atenção.
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O volume precipitado causou o transbordamento do Córrego Sapateiro, na Vila Mariana, e provocou ao menos nove pontos de alagamento em vias estratégicas da cidade, incluindo a pista central da Marginal Tietê, a Praça Quatorze Bis e trechos das avenidas Santo Amaro, Doutor Ricardo Jafet, Santos Dumont e Ibirapuera.
Além das enchentes, os ventos e raios causaram estragos na infraestrutura: o Corpo de Bombeiros registrou a queda de uma árvore sobre dois veículos na Rua Plínio Figueiredo, no bairro da Bela Vista, enquanto a concessionária Enel informou que cerca de 40 mil residências ficaram sem energia elétrica na capital.
Morte na Brasilândia
Um deslizamento de terra registrado na Brasilândia, zona norte de São Paulo, terminou com a confirmação de uma morte após fortes chuvas que atingiram a capital paulista. De acordo com as informações, o temporal que atingiu a região provocou o deslocamento de terra, que acabou atingindo uma residência.
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Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, a morte da vítima foi confirmada. As autoridades ainda apuram a identidade da vítima.
