Caso Gisele: Perita confirma que PM não se suicidou
A arma encontrada na mão da PM é um dos principais elementos que desconstroem a versão apresentada pelo tenente-coronel

Tenente-coronel é interrogado por morte da esposa em São Paulo
Reprodução/Instagram
Perita criminal do Instituto de Criminalística de São Paulo, Amanda Rodrigues Marinone, confirmou em depoimento prestado à Justiça que é impossível que a soldado Gisele Alves tenha cometido suicídio. A arma encontrada na mão da policial militar é um dos principais elementos que desconstroem a versão apresentada pelo tenente-coronel Geraldo Neto.
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O crime ocorreu em 18 de fevereiro deste ano, em um apartamento na região central de São Paulo, onde Gisele morava com o marido. A policial foi socorrida ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu ao tiro na cabeça. Desde o socorro à esposa, o tenente-coronel sustenta que ela tirou a própria vida.
Reconstituição e depoimentos
Durante as investigações, a perícia realizou a reconstituição do caso considerando diferentes possibilidades, inclusive a narrativa apresentada pelo oficial. No entanto, o trabalho técnico concluiu que a dinâmica dos fatos não se encaixa na versão do tenente-coronel.
Na semana passada, Geraldo Neto foi interrogado por cerca de oito horas no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Durante a oitiva, o militar tentou rebater os pontos levantados pelos laudos periciais e construir uma narrativa para reforçar o suposto suicídio.
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Situação judicial
O tenente-coronel está preso preventivamente desde março no Presídio Romão Gomes, na Zona Norte da capital. Ao término do depoimento, a defesa entrou com um pedido de liberdade provisória.
A expectativa é de que a juíza responsável pelo caso decida até o início do próximo mês se o oficial será submetido a júri popular por homicídio e fraude processual. O Ministério Público de São Paulo manifestou-se contrariado à soltura, alertando que o réu pode usar sua influência para comprometer o andamento do julgamento.
