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Cesta básica em Campinas sobe 2,87% em agosto e vai na contramão do Sudeste

Pressionado por tomate e leite, conjunto de alimentos vai a R$ 832,99 e compromete mais da metade do salário mínimo

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15/10/2026 11:46 • Atualizado há 6 horas

Cesta básica em Campinas sobe 2,87% em agosto e vai na contramão do Sudeste

Canva 2026

O custo da cesta básica em Campinas (SP) registrou uma alta de 2,87% em agosto de 2026, atingindo R$ 832,99. O resultado vai na contramão do movimento observado nas demais capitais da Região Sudeste, que registraram queda no custo dos alimentos no mesmo período.

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O levantamento foi conduzido pelo professor Pedro de Miranda Costa, do Observatório PUC-Campinas, e divulgada nesta quarta-feira (14).

Com a elevação de agosto, o valor da cesta passou a comprometer 51,39% do salário-mínimo vigente. Além disso, o chamado salário-mínimo necessário — estimativa de renda necessária para sustentar uma família com a compra de três cestas básicas — subiu para R$ 2.498,99.

Entre os produtos que mais pressionaram o orçamento das famílias no mês, destacam-se:

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  • Tomate, que disparou 10,19%
  • Banana, com alta de 9,19%
  • Leite (+8,65%)
  • Farinha de trigo (+6,55%)

Por outro lado, a batata recuou 9,06%, mantendo trajetória de queda pelo segundo mês consecutivo. O feijão (-2,01%) e o arroz (-0,54%) também apresentaram redução de preços.

No acumulado de 2026 até agosto, os maiores aumentos na metrópole são liderados pelo leite (+40,23%) e pelo feijão (+37,03%). Já a batata, que havia liderado os aumentos no primeiro semestre, teve seu acumulado reduzido para +18,57% após as baixas recentes.

No ano, a inflação acumulada da cesta em Campinas soma 6,41%, posicionando a cidade abaixo de Vitória (8,63%), Rio de Janeiro (7,47%) e São Paulo (6,46%), mas acima de Belo Horizonte (5,02%). Nos últimos 12 meses, a variação acumulada na cidade é de 5,42%.