Chefe de grupo ligado ao Comando Vermelho é preso em área do PCC em SP
Um dos presos era o chefe da chamada "Tropa do Bob", comandando o fornecimento de drogas e o comércio ilegal de armas
O criminoso Carlos Eduardo Bezerra, conhecido como Duda ou Bob, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças de um grupo ligado ao Comando Vermelho na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi preso pelas forças de segurança. A captura ocorreu em uma cobertura de luxo localizada em Praia Grande, no litoral de São Paulo, longe do estado mineiro, no momento em que o suspeito saía de casa utilizando uma motocicleta e acabou cercado pelos policiais.
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Na mesma cidade paulista, em um outro imóvel de alto padrão, os investigadores efetuaram a prisão de Kliverson Walex, conhecido como Kiki, apontado como o braço direito de Duda. Os dois investigados foram alvos da Operação Red Card, investigação iniciada em maio do ano passado que apura crimes de tráfico interestadual de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
No total, a ação policial cumpriu 12 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão em três estados, além de ter o bloqueio de R$ 44 milhões determinado pela Justiça.
Estratégia na Baixada Santista e investigações
O local escolhido pelos suspeitos chamou a atenção dos investigadores, uma vez que Praia Grande está situada em uma área dominada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
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De acordo com a polícia, a presença de lideranças do grupo fluminense na Baixada Santista pode indicar duas estratégias distintas: uma tentativa de expansão silenciosa do Comando Vermelho pelo litoral paulista, inclusive em territórios tradicionalmente ocupados pelo grupo rival, ou o uso da região como esconderijo, pois, devido à menor presença de integrantes da mesma facção, os alvos acreditavam que chamariam menos a atenção das forças de segurança.
A investigação apontou que Duda era o chefe da chamada "Tropa do Bob", comandando o fornecimento de drogas e o comércio ilegal de armas do grupo. Mesmo residindo no litoral de São Paulo, ambos os presos continuavam transmitindo ordens diretamente para integrantes da organização criminosa em Minas Gerais.
Após as prisões efetuadas em solo paulista, Duda e Kiki foram transportados em um avião para Minas Gerais, onde permanecem presos e à disposição da Justiça.
