Chuva e alagamentos atingem São Paulo e cidades do interior
Em Americana, onde chove há pelo menos três dias, a água invadiu ruas e casas

Chuva e alagamentos atingem SP e cidades do interior
Temporal causa transtornos e transbordamentos
O sábado foi marcado por fortes temporais em São Paulo e em várias cidades do interior do estado. Na capital paulista, a chuva começou de madrugada e alagou as principais vias expressas, exigindo paciência dos motoristas e passageiros de trens.
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Na Zona Leste da capital, um raio atingiu uma subestações da CPTM e um incêndio em um transformador prejudicou a circulação dos trens durante toda a manhã, embora ninguém tenha ficado ferido. As marginais Tietê e Pinheiros registraram o pior momento com 10 pontos de alagamento intransitáveis, o que parou o trânsito e fez motoristas voltarem de ré para tentar escapar.
De acordo com a Defesa Civil, o sol forte da sexta-feira aqueceu a atmosfera e potencializou a frente fria que vinha do Paraná, provocando a tempestade. Mesmo com uma pequena trégua da chuva, o nível dos rios continua a preocupar e o estado de atenção permanece, com o rio Tietê muito próximo de transbordar novamente.
Buscas por desaparecidos e estragos no interior
Na Região Metropolitana de São Paulo, em Jandira, bombeiros buscam desde as primeiras horas do dia por dois homens de 32 e 33 anos que foram arrastados pela correnteza de um rio.
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No interior paulista, diversas cidades também registraram alagamentos. Em Eldorado, o rio que corta a cidade transbordou e invadiu casas construídas às margens, fazendo com que o prefeito pedisse para os moradores de áreas baixas deixarem as residências. Segundo o prefeito Noel Castelo da Costa, houve o recebimento de uma ligação do governador informando que as comportas foram abertas.
Em Americana, onde chove há pelo menos três dias, a água invadiu ruas e casas. Em Itapetininga, um motorista ficou preso na enchente ao tentar atravessar uma alça de acesso da Rodovia Raposo Tavares, mas foi resgatado sem ferimentos.
Em todo o estado, mais de 160 pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas, levando o Governo de São Paulo a montar um gabinete de crise para monitorar a situação. A Defesa Civil informou que agora o foco de atenção se volta para o solo encharcado e para o risco de deslizamentos de terra.
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