Com R$ 960 mi investidos, SP avança em obras de piscinões contra enchentes
Estruturas contribuem para diminuir a quantidade de água que chega simultaneamente aos rios, ajudando a mitigar os riscos de alagamentos e inundações

Piscinão na região de Franco da Rocha, na Grande São Paulo
Pablo Jacob/Governo de SP
O governo de São Paulo já investiu R$ 960 milhões na implantação de cinco piscinões para reduzir o impacto de grandes chuvas na Região Metropolitana da capital paulista.
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Desde 2023, dois piscinões em Franco da Rocha, um em Francisco Morato e outro que atende as cidades de São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul já foram entregues. Além deles, está em andamento a obra de um piscinão no entorno do estádio do Morumbi.
Ao todo, já são 30 piscinões, distribuídos em 11 municípios da Grande São Paulo. Veja abaixo:
- Diadema;
- Embu das Artes;
- Franco da Rocha;
- Francisco Morato;
- Guarulhos;
- Mauá;
- Osasco;
- Santo André;
- São Bernardo do Campo;
- São Caetano do Sul;
- e Taboão da Serra.
Segundo o governo de São Paulo, juntos, os reservatórios têm capacidade para armazenar mais de 6,3 milhões de metros cúbicos de água, o equivalente a 635 mil caminhões-pipa.
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Papel estratégico nas chuvas em setembro
Durante as fortes chuvas registradas em setembro, os piscinões tiveram papel estratégico na retenção temporária das águas. Essas estruturas contribuem para diminuir a quantidade de água que chega simultaneamente aos rios, córregos e sistemas de drenagem urbana, ajudando a mitigar os riscos de alagamentos e inundações.
A estratégia de implantação, operação e manutenção dos piscinões integra o plano de resiliência hídrica do governo de São Paulo e está alinhada às medidas de preparação para eventos climáticos extremos, reforçadas pela Operação SP Sempre Alerta.
A iniciativa reúne mais de 180 medidas e cerca de R$ 29 bilhões em investimentos até 2029. Entre as iniciativas estão obras de drenagem, contenção de cheias, recuperação de rios e modernização do monitoramento hidrometeorológico.
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Importância dos piscinões
Os piscinões são especialmente importantes em regiões densamente ocupadas, onde a impermeabilização do solo faz com que grandes quantidades de água escoem rapidamente pela superfície durante as chuvas.
As estruturas recebem parte desse volume e o armazenam temporariamente durante o período de maior intensidade da chuva. Com isso, reduzem os picos de vazão e a quantidade de água que chega simultaneamente aos rios, córregos e sistemas de drenagem. Após o período mais crítico, o volume retido é liberado gradualmente.
“Em períodos de chuvas intensas, nossas equipes acompanham continuamente os níveis dos rios, a evolução das precipitações e as condições dos sistemas de drenagem”, explica Nelson Lima, diretor da SP Águas.
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“Esse monitoramento, aliado ao planejamento e à infraestrutura disponível, permite antecipar cenários, acompanhar as condições de operação dos reservatórios e ampliar a capacidade de resposta do Estado, contribuindo para reduzir os impactos dos eventos hidrológicos extremos sobre a população”, completou.
Recuperação da vazão do Tietê e seus afluentes
Na Região Metropolitana de São Paulo, uma das principais frentes do plano de resiliência hídrica é o Programa IntegraTietê, voltado à recuperação da capacidade de vazão do Tietê e de seus afluentes.
O programa reúne ações de saneamento, desassoreamento, coleta de lixo superficial, recuperação ambiental, monitoramento e governança, que também contribuem para ampliar a resiliência da região diante de eventos climáticos extremos.
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Desde 2023, já foram investidos R$ 1,4 bilhão e removidos mais de 6,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos.
Entre as ações do IntegraTietê, a expansão da coleta e do tratamento de esgoto constitui uma das principais medidas estruturais para reduzir a carga poluidora lançada nos corpos d’água e promover a recuperação da qualidade ambiental do Rio Tietê.
