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Conectividade e inclusão digital os pilares da transformação social

Especialista explica este fenômeno

5 min

30/12/2025 12:12 • Atualizado há 292 dias

Conectividade e inclusão digital os pilares da transformação social

O acesso à internet e a tecnologias de informação e comunicação (TIC) deixou de ser luxo para se tornar um item essencial de inclusão social, educação, trabalho e cidadania. Apesar desse avanço, a caminhada rumo à universalização ainda enfrenta desafios, ainda mais quando falamos da desigualdade de acesso entre regiões urbanas e rurais, à qualidade da conexão e à distribuição da infraestrutura.

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No Brasil, dados recentes mostram avanços importantes: em 2024, cerca de 93,6% dos domicílios brasileiros tinham acesso à internet, o equivalente a 74,9 milhões de lares conectados. Pensando nisso, neste contexto, é óbvio que a experiência de técnicos especializados assume papel central para transformar políticas públicas e projetos de redes em realidades tangíveis.

A importância social da conectividade e da infraestrutura digital

O aumento da conectividade no país representa mais do que acesso, significa oportunidades concretas de acesso à educação, saúde, serviços públicos, trabalho remoto e participação digital. Para citar um exemplo, entre 2022 e 2024, o número de novos usuários de internet cresceu em 6,1 milhões, elevando para 89,1% da população com 10 anos ou mais a proporção de pessoas conectadas.

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Por outro lado, a desigualdade persiste. Em muitas cidades do interior, pequenas localidades e zonas rurais, a infraestrutura de redes, a cobertura de banda larga e a qualidade dos serviços ainda não acompanham o ritmo das capitais. Sem profissionais capacitados que planejem, executem e mantenham projetos de conectividade, os esforços podem se perder, e milhares de pessoas continuar fora da era digital.

Por isso é tão importante contar com profissionais que sejam especialistas da área e consigam juntar conhecimento técnico, experiência operacional e visão estratégica para transformar a promessa de inclusão em realidade concreta.

Desta forma, para entender melhor os desafios e as oportunidades da conectividade no Brasil, conversamos com o engenheiro e gestor de projetos de TIC Leonardo Sunada Umehara que possui ampla experiência em infraestrutura de redes, telecomunicações, provedores de internet e segurança eletrônica.

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“A tecnologia da informação não deve ser vista apenas como um serviço técnico: ela pode e deve ser um instrumento de igualdade de oportunidades. Levar internet de qualidade a municípios menores ou a áreas periféricas é permitir que jovens estudem, empreendam e participem ativamente da sociedade”, afirma Leonardo.

Para ele, mais do que expandir o número de conexões, o grande desafio nos dias atuais é garantir a qualidade e a perenidade dos serviços, com segurança, manutenção e adaptação às demandas locais. O especialista também ressalta a importância da formação de equipes técnicas locais, com capacitação e autonomia, para que cada comunidade tenha seu próprio protagonismo no processo de digitalização.

Os desafios reais

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Os dados mostram avanços expressivos de cobertura, mas a realidade local revela entraves estruturais que ainda impedem a universalização plena da conectividade no Brasil. Embora o acesso tenha se expandido, a distribuição da infraestrutura continua desigual e provoca impactos diretos na qualidade da navegação e na inclusão digital.

Em áreas rurais e regiões remotas, por exemplo, a oferta de banda larga permanece limitada. Em muitos casos, a infraestrutura é deficiente ou simplesmente inexistente, o que impede que essas localidades acompanhem o ritmo de desenvolvimento tecnológico das regiões urbanas.

Além disso, a simples presença de internet não é garantia de qualidade. A velocidade da conexão, a estabilidade do sinal e a segurança das redes são fatores essenciais para que a conectividade cumpra seu papel de apoiar serviços públicos, atividades educacionais e operações comerciais de forma confiável.

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Outro desafio relevante é a falta de mão de obra especializada. A carência de profissionais capacitados para planejar, instalar e manter redes, costuma travar iniciativas que, no papel, poderiam transformar realidades regionais.

A desigualdade socioeconômica também desempenha papel determinante. Mesmo onde há conexão disponível, muitos cidadãos não possuem equipamentos adequados, o que limita o uso pleno da internet e reforça o ciclo de exclusão digital.

De experiência técnica à transformação social

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O currículo de Leonardo demonstra uma combinação rara de visão estratégica, amplitude técnica e experiência prática. Sua trajetória reúne competências que atravessam desde a gestão de equipes e projetos complexos até a execução direta de soluções em tecnologia da informação, telecomunicações e segurança eletrônica.

Desde 2018, como fundador e diretor da própria empresa de tecnologia e inovação, ele liderou uma série de projetos relevantes. Entre eles, destaca-se a implantação da infraestrutura tecnológica de dezenas de unidades da operadora VIVO no Rio de Janeiro e em São Paulo, trabalho que envolveu a definição de modelos de equipamentos, padrões de segurança e interligação de redes.

Também coordenou a implantação de redes Wi-Fi para a Prefeitura de Porto Real/RJ, garantindo conectividade pública tanto em espaços externos quanto em prédios municipais. Seu trabalho proporcionou modernização digital ao município, tornando os serviços públicos mais eficientes e acessíveis.

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Outro marco significativo foi sua atuação na gestão de um provedor de internet, onde contribuiu para a expansão da base de clientes de 2.000 para 10.000 usuários. Esse salto refletiu não apenas sua habilidade técnica, mas também sua capacidade de gestão, planejamento e desenvolvimento de negócios.

Leonardo também desempenhou papel essencial na implementação de projetos de monitoramento urbano com câmeras, incluindo sistemas de leitura automática de placas (OCR), além de redes de segurança eletrônica para prefeituras. Em paralelo, participou da instalação de milhares de câmeras para a Prefeitura de Mangaratiba/RJ, processo que envolveu a criação de uma central de monitoramento, treinamento de equipes e padronização de procedimentos operacionais.

Uma conectividade essencial

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A conectividade no Brasil alcança, hoje, patamares expressivos: mais de 90% dos lares estão conectados. Mas para que esse avanço gere impactos reais e duradouros, é preciso ir além dos números, é necessário garantir qualidade, segurança, inclusão geográfica e social, e infraestrutura que dure.

Essa não é apenas uma tarefa técnica, mas sim ligada à justiça social. Levar internet de qualidade a municípios menores, desenvolver redes de telecomunicação robustas, treinar equipes locais e manter sistemas operacionais eficientes são as grandes engrenagens que transformam dados estatísticos em vidas melhores.

Autor: Daiane de Souza | 0007147/SC

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