Duas mulheres morrem após serem arrastadas por correnteza em Jundiaí
Vítimas saíam de clube e foram levadas pela água; município registrou 80 mm de chuva e estragos em 12 horas

Duas mulheres morreram após serem arrastadas pela força da água na madrugada deste domingo (25), em Jundiaí (SP). O município registrou 80 milímetros de chuva em um intervalo de 12 horas, entre a noite de sábado (24) e a manhã de domingo, provocando enxurradas e estragos em diversas regiões.
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As vítimas estavam no Clube Uirapuru e deixavam o local quando tentaram atravessar a via e foram levadas pela força da correnteza. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 4h56 para atender à ocorrência.
Uma das mulheres foi resgatada nas proximidades do clube em parada cardiorrespiratória. Ela recebeu os primeiros atendimentos da equipe de resgate, mas faleceu a caminho da unidade hospitalar. A segunda vítima foi localizada presa entre pedras no córrego Bonifácio, a cerca de 250 metros do clube, com o óbito confirmado ainda no local.
Em comunicado, a Prefeitura de Jundiaí lamentou profundamente as mortes e expressou solidariedade aos familiares e amigos.
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Força-tarefa atua contra estragos do temporal
Diante do grande volume de precipitação, a administração municipal mobilizou uma força-tarefa formada pela Defesa Civil e secretarias municipais para desobstruir vias e prestar assistência aos atingidos.
Entre os principais transtornos registrados na cidade estão:
- Quedas de árvores em bairros como Vila Aparecida, Jardim Santa Adelaide, Vila Maringá e Mato Dentro;
- Deslizamento de talude na Avenida Engenheiro Tasso Pinheiro (bairro Terra Nova);
- Alagamentos na Rua Secundino Veiga (Centro) e no bairro Champirra;
- Destelhamento de imóvel residencial no Jardim Tamoio, com apoio assistencial à família desalojada;
- Erosão e interdição parcial de uma faixa da Avenida Antônio Frederico Ozanam, na altura do Maxi Shopping, devido ao solapamento da margem do Rio Jundiaí.
Alerta para solo saturado
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, a saturação do solo decorrente do temporal exige atenção máxima da população para riscos de deslizamentos.
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O órgão reforça o alerta para que pedestres e motoristas jamais tentem atravessar ruas alagadas ou com correnteza, mantendo-se afastados de margens de rios, encostas, árvores e fiações elétricas caídas. Em casos de emergência, os chamados podem ser feitos à Defesa Civil (199) ou ao Corpo de Bombeiros (193).
