Empresário é condenado a 13 anos por morte da esposa em São Paulo
Leonardo Ceschini recebeu a pena em regime fechado pelo feminicídio de Érica Ceschini

Leonardo Ceschini foi condenado a 13 anos e 24 dias de prisão em regime fechado pelo assassinato de sua esposa, Érica Ceschini, ocorrido em janeiro de 2021 na Zona Norte de São Paulo. O Conselho de Sentença do Fórum da Barra Funda reconheceu o crime como feminicídio, acatando as qualificadoras de motivo fútil e meio cruel, além da agravante de o ato ter sido cometido na frente de um dos filhos do casal, que na época tinha dois anos. O réu, que respondia ao processo em liberdade por ser primário e ter bons antecedentes, saiu do fórum direto para a cadeia.
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O julgamento e a tese da defesa
Durante o julgamento, Ceschini alegou que, na noite do dia 31 de janeiro de 2021, Érica o teria esfaqueado após uma discussão com a mulher de seu irmão. Segundo o depoimento, ao tentar se defender e desarmá-la, ele acabou desmaiando e não se lembrava de ter golpeado a vítima.
A defesa sustentou a tese de legítima defesa. No entanto, a acusação rebateu o argumento apontando o excesso de golpes em pontos vitais de Érica, que sofreu oito facadas no peito e nas costas. A família da vítima também relatou durante o júri que o relacionamento era marcado por conflitos constantes provocados pelo réu.
Repercussão e próximos passos do processo
O crime aconteceu horas depois da final da Libertadores entre Palmeiras — time do coração de Érica — e o Santos, que terminou com a vitória do clube alviverde. Na época, investigações iniciais levantaram a hipótese de desentendimentos motivados pelo resultado da partida, visto que o condenado é torcedor do Corinthians.
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O Ministério Público anunciou que vai recorrer da sentença. A promotoria sustenta que a pena de 13 anos é insuficiente para um crime de feminicídio cometido na presença de uma criança. O caso foi julgado com base na legislação de 2021, quando a pena mínima para esse tipo de crime era de 12 anos, antes da alteração legal de 2024 que elevou a punição máxima para até 40 anos.
