Família de aposentada morta com machadinha em SP fala com o Brasil Urgente
O caso, que teve grande repercussão, aguarda decisão judicial para definir se o réu será levado a júri popular

Família de aposentada morta com machadinha em SP fala com o Brasil Urgente
Reprodução/Band
Sete meses após o crime que chocou a Grande São Paulo, a família de Célia dos Santos Nogueira, de 60 anos, decidiu quebrar o silêncio e relatar os detalhes da noite em que a aposentada foi morta com golpes de machadinha em um sobrado em Guarulhos. O caso, que teve grande repercussão, aguarda decisão judicial para definir se o réu será levado a júri popular.
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Câmeras de segurança registraram o momento em que Rodrigo Inocêncio da Costa, de 41 anos, chegou à residência dos sogros pela manhã. A vítima abriu o portão para o fisioterapeuta, que entrou no imóvel com uma machadinha e facas escondidas na mochila. O homem atacou Célia na sala e o sogro na cozinha, concentrando os golpes na cabeça e nos braços.
A Polícia Militar foi acionada por vizinhos que ouviram gritos de socorro. Agentes do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) negociaram a rendição por mais de quarenta minutos antes de invadirem o cômodo e utilizarem balas de borracha para conter o agressor.
Impacto na família
Célia não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O marido dela, de 65 anos, sobreviveu após passar quase 50 dias internado, sendo 15 deles em coma. O aposentado sofreu traumatismo craniano, sangramentos e fraturas, ficando com sequelas severas que o impedem de trabalhar e exigem reabilitação constante.
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A ex-esposa de Rodrigo e filha das vítimas relata as dificuldades diárias para cuidar do pai, que passou a morar com ela, e dos filhos, lidando com traumas psicológicos deixados pelo crime motivado por inconformismo com a separação. O julgamento do réu deve ocorrer no próximo ano.
