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São Paulo

Família de jovem morto em Moema denuncia racismo e violência da PM

A defesa da família de Gustavo Muniz de Santana, de 20 anos, manifestou-se contra a intervenção policial que resultou na morte do jovem com 27 tiros no bairro

2 min

13/10/2026 17:52 • Atualizado há 11 dias

Família de jovem morto em Moema denuncia racismo e violência da PM

Jovem foi morto pela Polícia em SP

Reprodução/Band

A defesa da família de Gustavo Muniz de Santana, de 20 anos, manifestou-se contra a intervenção policial que resultou na morte do jovem com 27 tiros no bairro de Moema, na Zona Sul de São Paulo. Em nota, os advogados enfatizaram a "violência extremada a má conduta técnica e a total desproporcionalidade da ação policial", destacando que a vítima teve a vida ceifada em um "do de extrema vulnerabilidade psíquica sem qualquer chance de defesa".

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A nota acrescenta:

Fatos dessa natureza expõe. O viés de suspeição e os estereótipos de cor ainda influenciam de forma trágica os procedimentos de segurança pública no país fazendo com que? Precisa de um jovem negro e um bairro nobre seja imediatamente interpretada como uma ameaça

Entenda o Caso

A Polícia Militar foi acionada por volta das 2h da manhã para atender a uma ocorrência de tentativa de suicídio, na qual o jovem estaria transtornado e ameaçando disparar contra si próprio. A operação mobilizou 13 viaturas.

Segundo o relato dos PMs, ao chegarem ao local, viram Gustavo com a mão na cintura em postura ameaçadora. O jovem correu por cerca de 150 metros até a garagem de um imóvel. De acordo com os agentes, ele saiu de uma área escura e estendeu o braço em direção à equipe, apontando o que parecia ser uma arma.

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Os policiais efetuaram 45 disparos no total, dos quais 27 atingiram Gustavo nos braços, pernas, barriga, peito e cabeça, provocando sua morte no local. Junto à vítima, contudo, foi encontrado apenas um celular. A ocorrência foi registrada como morte decorrente de intervenção policial e resistência, sob a justificativa de que o jovem não obedeceu à ordem para se render.

Perfil e Investigações

Gustavo trabalhava como jovem aprendiz, não tinha antecedentes criminais e morava com a mãe e as irmãs em Moema. Segundo a família, ele tratava um quadro de depressão há mais de um ano. O corpo do jovem foi sepultado no Cemitério Congonhas, na Zona Sul da capital.

"Nesses cinco anos, eu tive você do meu lado me acompanhando em quase tudo não sei como será a minha vida a partir de hoje, mas sei que você será eterno. Meu coração e no de todos que te conheciam", declarou um amigo nas redes sociais.

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O caso é investigado pelo DHPP e pela Corregedoria da PM, que já tiveram acesso às câmeras corporais dos quatro policiais envolvidos — três soldados e um sargento. A Secretaria de Segurança Pública informou que apreendeu o celular do jovem e as pistolas calibre .40 usadas pelos agentes, que foram afastados das funções operacionais.

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