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Funcionários dos Correios entram em greve por reajuste salarial e melhorias

Os trabalhadores ocupam o Centro Logístico de Distribuição de Indaiatuba (SP)

2 min

16/09/2026 11:35 • Atualizado há 3 dias

Funcionários dos Correios entram em greve por reajuste salarial e melhorias

Os funcionários dos Correios de Campinas (SP) entraram em greve e ocuparam o Centro Logístico de Distribuição de Indaiatuba (SP) na madrugada desta quarta-feira (16).

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O que diz o Sindicato?

Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de SP (SINTECT-Cas) informou que os trabalhadores dos Correios iniciaram no dia 10 de setembro uma greve nacional.

Motivação

Salários e saúde: os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste salarial por estar abaixo do INPC (Índice de preços ao consumidor) e criticam a intenção da empresa de deixar de ser a mantenedora do Plano de Saúde.

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Corte de adicionais: O sindicato aponta a perda de diversos benefícios anteriores, como a gratificação de férias, a gratificação de quebra de caixa nas agências, os adicionais por trabalho nos fins de semana e o Vale-Alimentação Extra.

A ocupação do Centro de Tratamento de Cargas de Indaiatuba, é para pressionar a intervenção do governo federal para reabrir a mesa de negociação antes da decisão judicial

O que diz os Correios?

Em nota, os Correios afirmaram que após o fim das mediações sem acordo e a rejeição da proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2026/2028), a empresa ingressou com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) na sexta-feira (11).

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Situação financeira: A estatal afirma respeitar o direito de greve, mas ressalta que a paralisação ocorre em um momento delicado, marcado por um cenário econômico-financeiro desafiador que exige redução de despesas, ganho de eficiência e modernização operacional

A empresa informou que acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em todo o país e reduzir os impactos da paralisação.

Medidas adotadas:

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  • Mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais;
  • Remanejamento de veículos;
  • Realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.

A agência destacou que as unidades permanecem abertas ao público.

Decisões do TST e próximos passos

  • Manutenção do serviço: No sábado (12), o TST concedeu uma liminar determinando que a empresa mantenha 80% do efetivo em atividade em todas as áreas (atendimento, tratamento, transporte, distribuição e suporte).
  • Data do julgamento: O julgamento do dissídio pelo TST está agendado para o dia 21 de setembro, às 13h30, permanecendo aberta a possibilidade de um acordo conciliatório até a data do julgamento