Gaeco pede que Justiça retire petição apresentada por vereadora em Bauru
Estela Almagro apresentou documentos e ofereceu a quebra voluntária de sigilos

Imagem: iStock
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, pediu à Justiça que retire dos autos da Operação Cavalo de Troia uma petição apresentada pela vereadora Estela Almagro (PT), em Bauru.
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A operação investiga suspeitas de irregularidades na concessão dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos no município. A manifestação do Ministério Público foi protocolada nesta quinta-feira (5).
Na petição, a vereadora apresentou documentos e solicitou providências relacionadas ao compartilhamento de informações. Ela também ofereceu a renúncia aos sigilos bancário, fiscal e telefônico, pediu a entrega voluntária do celular e informou sobre um afastamento médico de suas atividades parlamentares.
Segundo os promotores, a iniciativa ocorreu depois que a parlamentar tomou conhecimento de menções indiretas ao nome dela em diálogos interceptados durante a investigação.
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O Gaeco argumenta que não houve determinação judicial ou ministerial para que Estela fosse intimada a prestar esclarecimentos. Também afirma que, até aquele momento, não havia sido determinada nenhuma medida cautelar contra a vereadora.
Para o Ministério Público, a condução das investigações e a definição das diligências cabem às autoridades responsáveis pelo procedimento. Por isso, pediu que a petição e os documentos sejam retirados dos autos e devolvidos ao advogado que fez o protocolo. A solicitação ainda depende de decisão judicial.
Manifestação sobre a prefeita
No mesmo documento, o Gaeco também tratou de outra petição que aborda uma possível participação da prefeita Suéllen Rosim (PSD) nos fatos investigados.
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Sobre esse ponto, os promotores solicitaram que Renato Purini, por meio da defesa, apresente uma manifestação no prazo de 48 horas. O pedido considera alegações relacionadas à possível participação da prefeita nos acontecimentos apurados.
O documento informa que o investigado Marcos Libanore já havia se manifestado sobre o assunto. Depois da resposta da defesa de Purini, o Ministério Público pediu nova vista dos autos para voltar a analisar a questão.
A solicitação de manifestação não representa, por si só, uma conclusão sobre eventual responsabilidade da prefeita.
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A Operação Cavalo de Troia apura suspeitas de irregularidades envolvendo a concessão dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos em Bauru. O caso também tem desdobramentos políticos e judiciais no município.
