São Paulo
São Paulo

Greve Correios: funcionários ocupam centro logístico de Indaiatuba

Ação faz parte da greve nacional, iniciada no dia 10 de setembro por reajuste salarial e melhorias

4 min

16/09/2026 12:26 • Atualizado há 2 dias

Greve Correios: funcionários ocupam centro logístico de Indaiatuba

Trabalhadores dos Correios ocuparam o Centro Logístico de Distribuição de Indaiatuba (SP) na madrugada desta quarta-feira (16). A ação faz parte da greve nacional, iniciada no dia 10 de setembro, e mobiliza trabalhadores de Campinas (SP) e região, em conjunto com sindicatos do Vale do Paraíba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e a FENTECT.

Continua depois da publicidade

Infográfico criado em 16 de setembro de 2026

Infográfico criado em 16 de setembro de 2026

De acordo com o SINTECT-Cas e a FENTECT, a greve e a ocupação visam pressionar a direção da empresa e o governo federal a reabrirem as negociações antes do julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST). As principais motivações da categoria incluem:

  • Salários e saúde: rejeição da proposta de reajuste salarial por ficar abaixo da inflação medida pelo INPC e críticas à intenção da empresa de deixar de ser a mantenedora do Plano de Saúde.
  • Corte de adicionais: retirada e suspensão de benefícios prévios, como a gratificação de férias, a gratificação de quebra de caixa nas agências, os adicionais por trabalho nos fins de semana e o Vale-Alimentação Extra.

Decisão Liminar do TST e próximos passos

  • Manutenção do serviço: No sábado (12), o TST concedeu liminar determinando que a empresa mantenha 80% do efetivo em atividade em cada unidade, cobrindo as áreas de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e suporte administrativo.
  • Data do julgamento: O julgamento do dissídio coletivo pelo TST está agendado para a segunda-feira, dia 21 de setembro, às 13h30, permanecendo aberta a possibilidade de acordo conciliatório entre as partes até a realização da sessão.

O que dizem os Correios

“Os Correios adotaram as medidas judiciais cabíveis para garantir o acesso ao Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Indaiatuba/SP. Como parte das ações previstas em seu Plano de Continuidade de Negócios, a carga postal está sendo remanejada para outras unidades operacionais, assegurando a continuidade do tratamento e da distribuição dos objetos.

Continua depois da publicidade

A empresa também está mobilizando empregados administrativos para apoiar as atividades operacionais, promovendo o remanejamento de veículos e a realização de mutirões de entrega, com o objetivo de preservar o fluxo logístico e minimizar impactos aos clientes. A operação segue sendo monitorada continuamente e, se necessário, novas medidas poderão ser adotadas.

As agências permanecem abertas ao público e funcionando normalmente. Para demandas específicas, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800 881 8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento disponibilizados pela empresa.

Dissídio Coletivo

Continua depois da publicidade

“A estatal ajuizou, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve.

No sábado (12), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade, em cada unidade ou estabelecimento da empresa, abrangendo as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal, durante a paralisação.

O julgamento do dissídio coletivo está marcado para a próxima segunda-feira, dia 21 de setembro, às 13h30. Ainda é possível haver acordo entre as partes no curso do processo, antes do julgamento.

Continua depois da publicidade

A estatal reafirma o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, porém, ressalta que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível.

A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas.”

O que isso significa?

Posição e medidas adotadas pelos Correios

Em nota, os Correios informaram que ajuizaram pedido de dissídio coletivo no TST na sexta-feira (11), após o encerramento das mediações sem acordo e a rejeição da proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2026/2028) nas assembleias sindicais.

Continua depois da publicidade

  • Cenário financeiro: A estatal declarou respeitar o direito de greve, mas ressaltou que a paralisação ocorre em um momento econômico-financeiro desafiador, que exige redução de despesas, aumento da eficiência, modernização operacional e geração de novas receitas.
  • Plano de Continuidade de Negócios: Para preservar o fluxo logístico e minimizar o impacto aos clientes, a empresa adotou o remanejamento da carga postal para outras unidades operacionais, mobilizou empregados administrativos para o apoio operacional, realizou remanejamento de veículos e promoveu mutirões de entrega. A empresa também adotou medidas judiciais para garantir o acesso à unidade de Indaiatuba.
  • Atendimento ao público: As agências dos Correios permanecem abertas e funcionando normalmente.