Greve de ônibus que afetou quase 300 mil pessoas em SP é encerrada
Nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (19), motoristas e cobradores da Transwolff decidiram por fazer uma greve. A paralisação, realizada sem aviso

Greve de ônibus em SP é encerrada
Reprodução/Band
Nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (19), motoristas e cobradores da Transwolff decidiram por fazer uma greve. A paralisação, realizada sem aviso prévio, impactou negativamente quase 300 mil passageiros (aproximadamente 270 mil pessoas) que dependem das linhas da Zona Sul de São Paulo.
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A Transwolff está sob intervenção da Prefeitura de São Paulo e é administrada pela SPTrans desde que o Ministério Público e a Polícia descobriram a interferência direta do PCC (Primeiro Comando da Capital) na empresa, utilizada para lavagem de dinheiro do crime organizado. Desde 2024, a principal diretoria da companhia foi afastada devido às acusações.
Reivindicações, convênio e condições dos veículos
A greve foi motivada por reclamações relativas a pendências trabalhistas e condições de trabalho. Segundo os funcionários, além de problemas no recolhimento do Fundo de Garantia (FGTS), Vale-Alimentação e repasses ao INSS, há severas queixas quanto à qualidade do transporte e do plano de saúde fornecido.
"Vocês estão dando pra gente 23 reais para uma família inteira como convênio, isso não é aceitável. Isso não é aceitável, fora dizer as más condições que os carros da Transwolff hoje eles nos oferecem. É carro sem freio, é carro com pneu careca, é banco que o motorista não consegue dirigir o carro porque no final do dia o cara tá quebrado.Isso não pode ocorrer", disse um dos manifestantes.
Posicionamento oficial e acionamento do PAESE
Para minimizar os impactos do protesto, a Prefeitura de São Paulo acionou o sistema PAESE, colocando ônibus adicionais para circular nos trajetos das linhas paralisadas. Em nota, a Prefeitura informou que está cumprindo com todos os direitos trabalhistas dos empregados e os pagamentos de salários e benefícios estão todos em dia.
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Já o sindicato que representa os motoristas e cobradores de ônibus em São Paulo declarou que não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre eventual paralisação.
Fim da greve e retorno à normalidade
A paralisação foi encerrada logo após uma reunião entre os representantes da categoria e a SPTrans. De acordo com as lideranças, foi determinado o retorno de todos ao trabalho.
No Terminal Varginha, a movimentação já é vista dentro da normalidade, e a avaliação atual busca confirmar se o atendimento nos bairros segue o mesmo ritmo, já que mais cedo o terminal parecia vazio enquanto o fluxo nos bairros registrava complicações. Apesar dos transtornos na Zona Sul, a Prefeitura não cancelou o rodízio municipal de veículos no período da manhã.
