Guarani volta a atrasar salários e direitos de imagem à espera da SAF
Atrasos atingem até três meses no elenco e geram ações na Justiça; clube aguarda venda de 90% das ações para Graziano

Guarani FC - Flickr
O Guarani voltou a acumular atrasos nos pagamentos de salários e direitos de imagem de jogadores e funcionários enquanto aguarda a votação para a venda de 90% das ações da SAF. A diretoria previa concluir a negociação com o empresário Roberto Graziano em outubro, mas o processo de votação foi adiado para novembro.
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As pendências financeiras ganharam força a partir de julho, durante a reta final da participação na Série C do Campeonato Brasileiro. Apesar de pagamentos pontuais feitos a atletas, comissão técnica e colaboradores, as dívidas voltaram a crescer nos meses seguintes.
Atrasos e ações judiciais
No grupo profissional, os atletas cobram três meses referentes aos salários em carteira e direitos de imagem dos meses de julho, agosto e setembro. Os funcionários do clube associativo também possuem valores pendentes relativos ao último mês.
A falta de pagamentos começou a gerar desdobramentos na Justiça do Trabalho. O lateral-direito Ynaiã ingressou com uma ação contra o clube de Campinas na última semana, enquanto outros jogadores em fase de desligamento estudam adotar a mesma medida judicial.
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Aprovação e próximos passos
A diretoria aposta na conclusão da SAF para reorganizar o caixa e montar o planejamento para a temporada de 2027. A criação da empresa foi aprovada pelos sócios em outubro por 235 votos a favor e 12 contrários.
Para concretizar a venda da fatia de 90% ao investidor, a proposta precisa passar pela avaliação do Conselho Deliberativo e por votação em novas assembleias. Até o término dos trâmites, a associação permanece responsável pelo cumprimento das obrigações financeiras.
