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Guardas são presos suspeitos de torturar mulher em abordagem em Caraguá

Além das supostas agressões, o inquérito investiga a entrada dos agentes na residência da mulher sem autorização judicial. A apuração é conduzida pela Delegacia de Caraguatatuba.

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24/08/2026 10:16 • Atualizado há 62 dias

Guardas são presos suspeitos de torturar mulher em abordagem em Caraguá

Uma investigação da Polícia Civil levou à prisão temporária de três guardas civis municipais de Caraguatatuba, suspeitos de tortura física e psicológica contra uma mulher grávida durante uma abordagem. As prisões foram determinadas pela Justiça e têm prazo inicial de 30 dias.

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O caso ganhou repercussão depois que imagens da ocorrência começaram a circular nas redes sociais. No vídeo, a mulher aparece conversando com um dos agentes enquanto participa de uma ligação telefônica. Após o encerramento da chamada, ocorre uma breve interação entre o guarda e a pessoa que estava do outro lado da linha. Em seguida, a mulher é agredida.

A Polícia Civil considera que as imagens podem reforçar os indícios de violência física e constrangimento psicológico contra a vítima.

Além das supostas agressões, o inquérito investiga a entrada dos agentes na residência da mulher sem autorização judicial. A apuração é conduzida pela Delegacia de Caraguatatuba.

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A prisão temporária foi solicitada pela Polícia Civil, com parecer favorável do Ministério Público. Na decisão, o juiz apontou que a liberdade dos investigados poderia comprometer a investigação, principalmente diante da possibilidade de intimidação da vítima, influência sobre testemunhas e interferência na produção de provas.

A Justiça também autorizou o cumprimento de mandados de busca em endereços ligados aos investigados.

Nota Oficial da Prefeitura de Caraguatatuba

A Prefeitura de Caraguatatuba informa que tomou conhecimento, neste sábado (22), da prisão temporária, pelo prazo de 30 dias, de três agentes da Guarda Civil Municipal, por determinação da Justiça, após solicitação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.

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Dois dos envolvidos ocupavam cargos comissionados e já haviam sido exonerados pela Administração Municipal. O terceiro é servidor efetivo e permanece afastado preventivamente de suas funções, enquanto tramita processo administrativo instaurado para apurar os fatos.

O Governo Municipal acompanha o andamento das investigações e reafirma que não compactua com qualquer conduta irregular praticada por agentes públicos, destacando que situações dessa natureza são tratadas com seriedade e apuradas pelos meios administrativos e legais competentes.

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