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Hacker é preso por divulgar abuso sexual infantojuvenil na dark web

Além disso, os conteúdos publicados eram racistas, misóginos, homotransfóbicos e de incentivo à violência

2 min

14/10/2026 11:27 • Atualizado há 9 horas

Hacker é preso por divulgar abuso sexual infantojuvenil na dark web

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (13), a 'Operação Aggregatio', para investigar crimes de ódio, ameaças e violência sexual contra crianças e adolescentes praticados por meio da internet. Durante a ação, um homem, de 36 anos, identificado como Fernando Curti, foi preso em um condomínio no Jardim do Lago, em Jundiaí (SP).

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A apuração identificou conexões entre ocorrências registradas em diferentes estados, inicialmente encontradas de forma isolada, e apontou para a atuação de um investigado responsável por disseminar conteúdos extremistas em um fórum hospedado na dark web.

Como a internet é utilizada?

O ambiente virtual era utilizado para divulgar conteúdos racistas, misóginos, homotransfóbicos e de incentivo à violência sexual, além de material de abuso sexual infantojuvenil. Curti teria criado um blog na internet aberta para disseminar conteúdos discriminatórios e de incitação à violência contra mulheres.

Segundo as investigações, o suspeito utilizava dados pessoais de terceiros para criar endereços eletrônicos e domínios, por meio dos quais enviava ameaças e falsas denúncias, com o objetivo de atribuir a autoria das mensagens a pessoas inocentes e dificultar sua identificação.

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Entre os fatos apurados, estão ameaças de morte e de violência sexual contra parlamentares e outras autoridades. Em 2024, Fernando foi acusado de ameaçar explodir o Supremo Tribunal Federal (STF).

Crimes de abuso sexual infantojuvenil

A análise de equipamentos eletrônicos também revelou indícios de crimes contra crianças e adolescentes, incluindo acesso a material de abuso sexual infantojuvenil e possível preparação de arquivos para distribuição.

As investigações abrangem crimes de racismo, homotransfobia, perseguição, extorsão, denunciação caluniosa, falsa identidade e delitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

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O homem foi preso pela segunda vez e permanece à disposição da Justiça.

Prisão realizada em 2024

Fernando Curti já havia sido preso em outra operação da PF em 2024. Na ação realizada no dia 14 de novembro, o hacker também foi acusado de ameaçar explodir o Supremo Tribunal Federal (STF).

Na época, o homem foi preso por equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de Porto Alegre, do Grupo de Operações Especiais (GOE) de Campinas e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí.