HC da Unicamp faz 10 mil transplantes, mas fila em SP chega a 29,6 mil
O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp celebra nesta quinta-feira (17) o marco de 10.000 transplantes de órgãos e tecidos realizados desde 1984.

O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp celebra nesta quinta-feira (17) o marco de 10.000 transplantes de órgãos e tecidos realizados desde 1984. Apesar do avanço histórico conquistado pelo hospital de ensino em Campinas (SP), o estado de São Paulo enfrenta um crescimento contínuo na fila de espera, que reúne atualmente 29.635 pacientes aguardando por um procedimento.
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Os dados estaduais revelam uma escalada constante na demanda: a fila contava com 24.820 pessoas em 2024, subiu para 27.841 em 2025 e atingiu o patamar atual de 29.635 pacientes.
A maior necessidade concentrou-se nos transplantes de rim, que somam 20.417 pessoas aguardando, seguidos por cirurgias de córnea (8.875), fígado (420), coração (249) e pulmão (119).
Especialistas destacam que, além do aumento na doação de órgãos, a realização desses procedimentos em outros hospitais pelo país é uma medida crucial para descentralizar o atendimento e reduzir a fila de espera.
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No HC da Unicamp, os transplantes renais lideram o histórico da instituição com 3.704 procedimentos. Em seguida, destacam-se os transplantes de córnea (3.323) e de medula óssea (1.822). A trajetória dos serviços de transplante no hospital começou em 1984, justamente com uma cirurgia de rim.
A dimensão humana desse marco é representada pela história da aposentada Antonia Samazzo. Após passar dois anos e nove meses em hemodiálise e encarar quase dois anos na fila de espera, ela realizou o transplante renal e foi homenageada no evento comemorativo do hospital representando os milhares de pacientes atendidos.
