São Paulo
Jornal da Band

Homem que destruiu academia já foi preso por roubo milionário nos EUA

Um ataque de fúria em uma academia localizada em São Paulo chamou a atenção após ser revelado que o aluno responsável possui antecedentes criminais nos

2 min

10/10/2026 19:31 • Atualizado há 9 dias

Um ataque de fúria em uma academia localizada em São Paulo chamou a atenção após ser revelado que o aluno responsável possui antecedentes criminais nos Estados Unidos e alterou legalmente o seu nome ao retornar ao Brasil. Imagens do circuito interno registraram o momento em que o aluno quebra espelhos, danifica equipamentos e agride funcionários do estabelecimento.

Continua depois da publicidade

O autor do vandalismo foi identificado como João Pedro Marangoni de Castro, anteriormente registrado como Jobson Marangoni de Castro. O CPF do aluno aparece vinculado a ambos os nomes nos registros oficiais.

O motivo do ataque e a versão da academia

De acordo com o relato de João Pedro, a revolta teria sido motivada por um suposto calote de mil reais aplicado por um personal trainer da academia. O aluno afirma que um funcionário o procurou solicitando um empréstimo sob a alegação de que o estabelecimento não estava pagando os salários da equipe, e que o profissional acabou desaparecendo com os valores emprestados.

Em nota oficial, a academia declarou que não possui qualquer responsabilidade sobre compromissos financeiros assumidos entre terceiros. Além disso, a administração do estabelecimento calcula em 50 mil reais o montante referente aos prejuízos materiais causados pela destruição do espaço.

Continua depois da publicidade

Condenação nos Estados Unidos e mudança de nome

O histórico criminal do aluno inclui uma condenação pela justiça norte-americana em maio de 2023. Na ocasião, o crime ocorreu no Peninsular Beverly Hills, um hotel cinco estrelas localizado em Los Angeles.

Ele também foi condenado por transporte interestadual de bens roubados. No tribunal, ele confessou o crime e foi condenado a 27 meses de prisão, além de três anos de liberdade supervisionada e a obrigação de efetuar o pagamento do prejuízo causado.

Após cumprir a pena e ser colocado em liberdade, ele retornou ao Brasil e realizou a troca de nome em um cartório. Questionado por telefone sobre a alteração documental e o crime cometido no exterior, João Pedro declarou não reconhecer o nome Jobson e negou conhecimento sobre o furto nos Estados Unidos.

Continua depois da publicidade

Posteriormente, a defesa de João Pedro reconheceu a alteração em nota oficial emitida pela advogada responsável, afirmando que a mudança ocorreu por razões estritamente pessoais e sem a intenção de ocultar fatos do passado ou se esquivar de responsabilidades legais.