Incêndio em Campinas mata criança de 3 anos e deixa duas feridas
Tragédia atingiu ocupação no Jardim Itayu; outras duas crianças, de 4 e 6 anos, foram hospitalizadas

Um incêndio atingiu um prédio ocupado na Rua Itapemirim, localizada no bairro Jardim Itayu, em Campinas (SP), na manhã desta terça-feira (15). A tragédia resultou na morte de uma criança de 3 anos e deixou outras duas feridas.
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As vítimas feridas são duas crianças de 4 e 6 anos, que receberam os primeiros atendimentos no Pronto-Socorro da UPA Carlos Lourenço. Posteriormente, a criança de 4 anos foi transferida para o Hospital Mário Gattinho, enquanto a de 6 anos foi encaminhada ao Hospital de Clínicas da Unicamp. A mãe das crianças também permanece sob atendimento médico na UPA Carlos Lourenço.
Equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura de Campinas atuaram no local. A área foi preservada para a realização da perícia técnica, sob responsabilidade do 10º Distrito Policial. As causas do incêndio serão apuradas pelos órgãos competentes.
De acordo com a Prefeitura de Campinas, o fogo ocorreu em um terreno particular ocupado desde 2017, que é alvo de ação judicial de reintegração de posse.
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Em nota, a administração municipal informou que acompanha a ocupação desde o início e possui o cadastro de 108 famílias. Ainda, ressaltou que ofereceu o Auxílio-Moradia Emergencial, mas as famílias optaram por permanecer na área e recusaram um recadastramento recente promovido pela Secretaria de Habitação.
Confira a nota da Prefeitura na íntegra:
“A Prefeitura de Campinas lamenta profundamente a morte da criança de 3 anos no incêndio ocorrido no Jardim Itayu e manifesta solidariedade à família e às demais pessoas atingidas. Duas crianças, de 4 e 6 anos foram atendidas inicialmente na UPA Carlos Lourenço e, posteriormente, transferidas para o Hospital Mário Gattinho e para o Hospital de Clínicas da Unicamp, respectivamente. A mãe das crianças permanece em atendimento na UPA Carlos Lourenço. Equipes da Prefeitura estão no local.
A área é particular, está ocupada desde 2017 e é objeto de ação judicial de reintegração de posse. A eventual desocupação está submetida às decisões e aos encaminhamentos definidos no processo judicial.
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A Prefeitura acompanha a situação desde o início da ocupação e realizou o cadastro das famílias que vivem no local. O cadastro existente identifica 108 famílias. Nas visitas posteriores, as equipes da Secretaria de Habitação buscaram atualizar essas informações, mas os moradores não concordaram com a realização do recadastramento.
O Município também ofereceu o Auxílio-Moradia Emergencial como alternativa habitacional para a saída da área. Até o momento, não houve adesão das famílias, que manifestaram interesse em permanecer no local.
As situações e as causas de incêndio serão apuradas pelos órgãos competentes.”
