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Inovação, ancestralidade e regeneração: os encontros que precisamos promover na sociedade

Por Fabiano Porto (@fabiano.pporto)

2 min

21/08/2025 21:53 • Atualizado há 401 dias

Inovação, ancestralidade e regeneração: os encontros que precisamos promover na sociedade

Na última semana, São José dos Campos sediou o Innovation Week, considerado o maior evento de inovação da região, reunindo mais de 4 mil pessoas em três dias intensos de debates sobre tecnologia, empreendedorismo, ciência e também sustentabilidade.

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Participei de dois painéis que me marcaram profundamente. No primeiro, tive a honra de mediar o debate “Dos Saberes Ancestrais ao Futuro Regenerativo: Quando territórios e inovação se encontram”, ao lado de Ruth Spíndola e Andrey Guaianá. Refletimos sobre a importância de integrar os conhecimentos indígenas e a cosmovisão ancestral às soluções tecnológicas contemporâneas.

A visão indígena traz um olhar essencialmente integrador entre ser humano e natureza. Enquanto nossa cultura atual insiste em separar a humanidade da Terra, a cosmovisão indígena nos lembra de que nós somos a natureza – e não apenas estamos nela. Essa compreensão é fundamental para guiar nossas decisões políticas, empresariais e individuais. Agredir a terra significa agredir a nós mesmos. E, sem essa visão integradora das comunidades indígenas, dificilmente conseguiremos construir um novo modelo de desenvolvimento econômico que una o financeiro aos saberes, às necessidades e ao equilíbrio natural do planeta.

No segundo painel, junto ao Sebrae, discutimos as perspectivas da COP30 e os desafios que se colocam diante de nós: como transformar compromissos climáticos em mudanças sistêmicas e soluções práticas capazes de orientar um novo modelo de desenvolvimento econômico? Fica cada vez mais claro que não se trata apenas de tecnologias, mas de escolhas coletivas sobre o rumo que queremos dar ao futuro.

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Eventos como este cumprem um papel essencial: promover encontros entre diferentes saberes e visões de mundo, permitindo que a inovação tecnológica dialogue com a ancestralidade, com a sustentabilidade e com a educação. Em um tempo em que a inteligência artificial e a automação ganham espaço em todas as esferas da vida, precisamos assegurar que o humano – com sua consciência, ética e capacidade de cooperação – continue no centro do debate.

A educação tem papel decisivo nessa travessia. É ela que pode preparar as novas gerações não apenas para lidar com ferramentas tecnológicas, mas para desenvolver consciência crítica, empatia e responsabilidade com a vida. É a educação que permitirá que a inovação não seja apenas sinônimo de eficiência, mas de transformação positiva para a sociedade e para o planeta.

Eventos como o Innovation Week mostram que, quando territórios, culturas, tecnologias e pessoas se encontram, nasce um potencial único de construção de futuros sustentáveis e regenerativos. Essa é a verdadeira inovação que precisamos fomentar.

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Veja outras matérias da coluna SUSTENTABILIDADE E REGENERAÇÃO no link: http://www.band.com.br/band-vale/colunistas/sustentabilidade-regeneracao

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