Familiares dizem que juiz achado carbonizado teve quadro de depressão
O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o incêndio em um veículo em uma área rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. Após debelar as

Juíz é encontrado carbonizado em carro incendiado
Reprodução/Band
O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o incêndio em um veículo em uma área rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. Após debelar as chamas e remover a terra jogada por um operador de escavadeira que tentou conter o fogo, os militares encontraram o corpo carbonizado do juiz de Direito Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, no banco do motorista.
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O magistrado atuava na 2ª Vara da Comarca de Mococa, município vizinho. Durante a perícia técnica no veículo, os peritos da Polícia Científica encontraram um galão com forte odor de gasolina junto aos pedais, próximo aos pés da vítima.
Perícia e investigações no local
Em análise preliminar, os peritos informaram que o corpo do juiz não apresentava marcas visíveis de violência, como perfurações por faca ou disparos de arma de fogo. No entanto, em razão do estado avançado de carbonização, o Instituto Médico Legal (IML) realizará exames complementares para determinar a causa exata da morte. A principal suspeita inicial aponta para inalação de fumaça.
Depoimentos prestados à polícia por familiares indicam que o magistrado enfrentava um quadro de depressão, além de problemas conjugais e financeiros. Recentemente, ele também havia se envolvido em um acidente de trânsito que resultou na morte de uma criança.
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Compra de recipiente e linhas de investigação
A apuração revelou que, antes do ocorrido, o juiz tentou adquirir combustível em um posto de serviços, mas não teve a venda autorizada pelos frentistas por falta de recipiente adequado. Na sequência, ele dirigiu-se a um supermercado, onde comprou um galão de água — o mesmo modelo posteriormente localizado no automóvel com resíduos de gasolina.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de suicídio, mas a possibilidade de homicídio não foi descartada. O operador de máquina que tentou conter o incêndio utilizando terra foi ouvido como testemunha, e o caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias do fato.
