Júri condena torcedor do Corinthians por morte de palmeirense em SP
Sétima Vara do Júri aplica pena de 16 anos e 4 meses de reclusão em regime inicial fechado
Um julgamento realizado pelo 2º Tribunal do Júri da Capital condenou, nesta terça-feira (6), um torcedor corintiano pela morte de um torcedor palmeirense durante uma briga entre torcidas organizada na Zona Norte de São Paulo em março de 2012, no que ficou conhecida como a "Batalha da Inajar".
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Carlos Roberto de Brito Júnior, conhecido como "Neguinho", foi considerado culpado pelo crime de homicídio qualificado pela morte de Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira, recebendo uma pena fixada em 16 anos e 4 meses de reclusão, com cumprimento inicial em regime fechado.
Dez torcedores corintianos foram identificados e colocados no banco dos réus, incluindo dois ex-presidentes da torcida organizada, mas oito foram absolvidos. "Neguinho" e Mario Batista foram condenados - o último teve a tipificação do crime modificada e foi condenado por rixa qualificada, mas teve a pena prescrita (pena prevista entre 6 meses e dois anos).
Antônio Alan de Souza "Donizete" - era presidente da torcida Gaviões da Fiel à época; Douglas Deungaro, o "Metaleiro"; Reinaldo Gilberto Alves, o Ade"; Rodrigo Reinaldet Daher, o "Capetinha"; Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, o "Diguinho", Marcelo Eduardo Rodrigues Sales, o "Ninja", Wagner da Costa, o "B.O." e Mario José Carneiro Pieroni acabaram absolvidos.
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O confronto que deu origem ao caso ocorreu em contexto de rivalidade entre torcidas de futebol na capital paulista. Durante a sessão de julgamento, a situação dos demais réus que respondiam ao mesmo processo também foi definida pela Justiça.
O caso ocorreu no dia 25 de março de 2012, horas antes de uma partida clássica entre Corinthians e Palmeiras pelo Campeonato Paulista. De acordo com as investigações, integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel se organizaram e abordaram torcedores palmeirenses na Avenida Inajar de Souza, no que depous ficou conhecida como "Batalha da Inajar".
Dinâmica do confronto e investigação policial
Durante o tumulto, os torcedores utilizaram barras de ferro, pedaços de madeira e fogos de artifício. Duas vítimas foram atingidas gravemente: André Alves Leso, de 21 anos, que morreu no mesmo dia após sofrer traumatismo craniano, e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira, de 19 anos, que faleceu dois dias depois no hospital.
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A investigação policial apontou que o grupo agiu de forma premeditada, embora os réus neguem a participação direta nos homicídios e o planejamento do confronto.
Os nove palmeirenses acusados por associação criminosa serão julgados em outro momento.
