Justiça condena quatro e determina transferência de 'prédio do sexo do PCC' em SP
Prédio conhecido como "Amarelinho" no centro de São Paulo era usado pelo crime organizado para tráfico

Justiça condena quatro e determina transferência de 'prédio do sexo do PCC' em SP
Reprodução/Band
A Justiça determinou a transferência para o Estado de São Paulo de um prédio inteiro que era utilizado pelo crime organizado no centro da capital paulista. A decisão veio acompanhada da condenação de quatro pessoas a 12 anos de prisão. Entre os condenados estão o síndico do edifício, dois porteiros e o gerente de um dos bares do local.
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Segundo as investigações, todos os envolvidos integram a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e atuavam diretamente no tráfico de drogas e na exploração da prostituição. O local funcionava como um ponto estratégico para o esquema criminoso na região central.
O funcionamento do "Amarelinho"
O edifício, chamado de "Amarelinho", "Edifício Itatiaia" ou "prédio do sexo", servia como um entreposto para armazenar e distribuir crack e outras drogas destinadas a diversos endereços do centro, incluindo a antiga Cracolândia. Além do entorpecente, o espaço operava como ponto de encontro para prostituição.
Agentes infiltrados do Ministério Público registraram imagens que revelavam intensa movimentação no local durante as 24 horas do dia. Nos corredores, mulheres eram mantidas em condições degradantes, obrigadas a pagar para trabalhar e, muitas vezes, viciadas que atuavam em troca de entorpecentes.
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Operação policial e transferência de propriedade
O prédio estava entre os alvos de uma grande operação policial realizada em 2024, que resultou na interdição de 44 edifícios tomados pela facção no centro de São Paulo. Na época, os locais funcionavam como verdadeiros quartéis-generais do crime, onde autoridades apreenderam drogas, dinheiro e anotações ilícitas.
Durante a ação de 2024, o "Amarelinho" foi interditado e oito pessoas foram presas. Dois anos após a interdição, a Justiça emitiu a sentença condenatória e a transferência definitiva da propriedade para o governo estadual. A transferência será concluída formalmente ao final do processo.
