Justiça decreta prisão de bombeiro após morte de jovem em Taubaté
Suspeito atirou contra estudante de medicina em briga de trânsito e pode se entregar à polícia nesta terça-feira
A Justiça decretou a prisão bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra, de 28 anos, investigado pela morte do estudante de medicina Bruno Rachimura, de 23 anos, ocorrida após uma discussão no trânsito em Taubaté, no interior paulista.
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O bombeiro foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado e teve sua prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O mandado foi cumprido após o término da restrição eleitoral.
O crime aconteceu na última quarta-feira, quando o atirador disparou contra a vítima após um desentendimento na via pública. Detido em flagrante logo depois do ocorrido, o militar chegou a ser transferido para um presídio na capital paulista, mas obteve liberação provisória durante audiência de custódia.
Investigação afasta legítima defesa
A Polícia Civil deu andamento aos trabalhos na sexta-feira e colheu relatos de pessoas que presenciaram a ação. As testemunhas afirmaram aos policiais que o bombeiro desceu do próprio veículo, quebrou a janela do carro de Bruno com o cotovelo e realizou quatro disparos à queima-roupa.
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O estudante tentou fugir a pé, mas caiu ferido na rua. Ele recebeu atendimento de socorro, mas não resistiu aos ferimentos provocados pelos tiros. Com os elementos reunidos no inquérito, os investigadores descartaram a tese de legítima defesa e classificaram a ocorrência como homicídio qualificado por motivo fútil.
O pedido de prisão preventiva apresentado pelas autoridades policiais recebeu parecer favorável da Justiça no sábado. A medida judicial não pôde ser executada de imediato em razão da restrição legal do período eleitoral, que impede o cumprimento de mandados até 48 horas após o término da votação.
Defesa negocia apresentação em delegacia
Com o fim do prazo eleitoral na tarde desta terça-feira, as forças de segurança ficaram liberadas para cumprir a ordem judicial antes das 18h.
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A equipe da Band apurou com a defesa do militar que o suspeito pretende se entregar voluntariamente na sede do 1º Distrito Policial de Taubaté, unidade responsável pela condução do caso. Registros policiais anteriores apontam que o investigado já possuía histórico de envolvimento em desentendimentos anteriores no trânsito.
