São Paulo
Brasil Urgente

Léo do Moinho, chefe do PCC no centro de SP, é condenado a mais de 21 anos de prisão

o criminoso era responsável por abastecer a cracolândia

2 min

08/10/2026 19:10 • Atualizado há 7 horas

Léo do Moinho, chefe do PCC no centro de SP, é condenado a mais de 21 anos de prisão

Léo do Moinho, chefe do PCC no centro de SP, é condenado a mais de 21 anos de prisão

Band

A Justiça de São Paulo condenou Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moinho, a mais de 21 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de tráfico de drogas e associação à organização criminosa.

Continua depois da publicidade

Apontado como o número um do crime organizado na região central da capital, o criminoso era responsável por abastecer a cracolândia.

A estrutura do crime na Favela do Moinho

As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, comprovaram que o grupo edificou uma verdadeira empresa do crime.

A Favela do Moinho era utilizada como um quartel-general e ponto estratégico para armazenar, preparar e distribuir as drogas destinadas à cracolândia. Além da pena de reclusão, a Justiça fixou uma indenização de um milhão de reais para cada um dos condenados por danos morais coletivos. Outros cinco integrantes do esquema também foram sentenciados, enquanto parte dos acusados acabou absolvida.

Continua depois da publicidade

Lavagem de dinheiro e exploração de vulneráveis

Segundo a denúncia do Ministério Público, a quadrilha se valia de uma rede complexa de lavagem de dinheiro que incluía hotéis, pensões, um restaurante, uma concessionária e ferros-velhos para ocultar o capital ilícito.

As apurações revelaram que dependentes químicos eram explorados em situação análoga à escravidão, recebendo cachaça e pequenas doses de entorpecentes em troca de fios de cobre furtados no centro da cidade.

O líder do bando, que já havia fugido da Justiça em saída temporária e se beneficiado de liberdade condicional em ocasiões anteriores, também renovava ameaças a moradores para impedir a desocupação da área, local que deve se tornar um parque público após acordos e intervenções policiais.