Líderes do PCC morrem em confronto com a polícia no interior de São Paulo
No interior do veículo utilizado pelos suspeitos, os policiais encontraram quatro armas

Líderes do PCC morrem em confronto com a polícia no interior de São Paulo
Reprodução/Band
Dois homens apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) morreram durante um confronto com a Polícia Militar na tarde desta quarta-feira (18), na Avenida Norte, localizada na Zona Norte de Ribeirão Preto, no interior paulista.
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Os ocupantes de um automóvel foram identificados como Vinícius de Jesus, de 32 anos, e Alex Sandro Calisto Gomes, de 40. De acordo com as informações apuradas pela reportagem, equipes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baer) já haviam recebido informações de que a dupla transportava armas de fogo. No interior do veículo utilizado pelos suspeitos, os policiais encontraram quatro armas, sendo duas pistolas e duas submetralhadoras.
Atuação na facção e antecedentes criminais
Segundo os levantamentos, Vinícius e Alex Sandro exerciam funções de poder na hierarquia do PCC, sendo conhecidos como "disciplinas" da facção na região. Na prática, esses integrantes são encarregados de impor as regras do grupo criminoso, fiscalizar o tráfico de drogas e participar de julgamentos clandestinos conhecidos como tribunais do crime, cujas punições podem incluir execuções.
Ambos os homens possuíam antecedentes criminais por tráfico de drogas. Vinícius de Jesus também era investigado por participação em um crime de grande repercussão ocorrido em novembro de 2002 na zona rural de Franca, quando o subtenente dos bombeiros Ricardo Luís Falqueto, de 44 anos, foi morto durante uma tentativa de roubo de defensivos agrícolas em uma fazenda.
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Ligação com a cúpula do PCC e repercussão
A dupla atuava em um território sob influência de Almir Rodrigues, conhecido como Nenê do Simioni. Apontado pelas autoridades como braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, Nenê integra a chamada Sintonía Final, cúpula que comanda as decisões da facção.
Preso desde 2013 em um presídio federal de segurança máxima, ele também é investigado por articular negócios internacionais de tráfico de drogas e de armas. De acordo com o Ministério Público, familiares de Nenê estariam no comando do tráfico na região, e os dois homens mortos no confronto cumpririam ordens da liderança.
