Linha 6-Laranja completa 4 meses de operação com atrasos e problemas
Reportagem flagra atrasos na infraestrutura da Linha Uni e estação aberta com apenas 86% das obras.

reportagem da Rádio Bandeirantes flagrou nesta terça-feira (3 de novembro de 2026) uma série de pendências e problemas estruturais na Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo. Mesmo com quatro meses de funcionamento assistido das primeiras seis estações entregues pela concessionária Linha Uni, a operação segue longe do padrão ideal de mobilidade urbana, acumulando atrasos em infraestrutura de segurança e conexão de passageiros.
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Portas de Plataforma Desativadas e Baldeação pela Rua
- Portas de Plataforma sem Operar: Principal item de segurança contra quedas acidentais nos trilhos, as portas de vidro das plataformas continuam fora de serviço no ramal. Segundo apurado pela reportagem, a tecnologia ainda segue em fase de "implementação", embora o sistema já esteja consolidado há anos nas demais linhas do metrô paulistano.
- Integração Água Branca Incompleta: Desde a inauguração do trecho assistido em julho, os usuários que precisam fazer a baldeação com a Linha 7-Rubi da CPTM na Estação Água Branca são obrigados a sair da estação do metrô e atravessar a rua a pé, ficando expostos ao trânsito e ao tempo.
Operação Restrita e Contradição nos Dados
Passados 120 dias do início do atendimento, as 6 estações em funcionamento continuam operando em esquema experimental gratuito, das 10h às 15h, sem previsão de expansão imediata para o horário comercial completo.
Dados oficiais do site da concessionária Linha Uni apontam uma contradição no cronograma:
- A estação Sesc-Pompéia, aberta aos passageiros desde julho, registra apenas 86,7% de conclusão.
- A métrica mostra que a estação em uso está menos avançada fisicamente do que os terminais Itaberaba (87,7%) e Brasilândia (96,3%), cujas entregas permanecem atrasadas.
