Megaoperação desmancha esquema e apreende peças de celulares em SP
Ação conjunta do Ministério Público e da Secretaria de Segurança Pública cumpre dezenas de mandados de busca e apreensão

Uma megaoperação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, desarticulou nesta semana um esquema milionário voltado ao roubo, furto, receptação e comercialização ilegal de celulares em São Paulo.
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A ação, resultado de dois anos de investigações, mobilizou mais de 1.700 policiais civis, militares e penais para cumprir 84 mandados de busca e apreensão e sete de prisão em São Paulo e em Goiás.
Laboratório do crime no Cambuci
Na região central da capital paulista, as autoridades estouraram um galpão utilizado como laboratório clandestino no bairro do Cambuci. O secretário de segurança pública, Osvaldo Nico, acompanhou de perto o cumprimento das ordens judiciais no local. Segundo o repórter Mark Figueiredo, a rua permaneceu isolada pela Polícia Militar enquanto a equipe de reportagem acessou o interior do galpão, onde foi encontrada uma impressionante quantidade de aparelhos telefônicos e peças desmontadas.
Cada caixas menor no local continha, em média, dez telas de celulares, além de grandes embalagens empacotadas. O principal desafio da investigação consiste agora em rastrear a origem dos produtos apreendidos, uma vez que nenhuma das mercadorias possuía nota fiscal. A suspeita levantada pelas autoridades aponta que parte da carga interceptada possa ter sido desviada de um contêiner procedente da Europa.
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Dois homens de nacionalidade chinesa que estavam no estabelecimento foram presos em flagrante. Com um deles, a Polícia Militar apreendeu cerca de 1.600 reais em dinheiro vivo. No centro de São Paulo, outro ponto-chave da operação foi um edifício situado na rua Guaianases.
Medida inovadora e bloqueio de bens
De acordo com o promotor de justiça Luís Fernando Bugiga, a rua Guaianases já foi historicamente conhecida como "ninho do celular" devido à dificuldade de localizar os aparelhos exatos nos apartamentos. Conforme o promotor, a operação desta semana empregou uma medida inovadora baseada no diálogo com pessoas capazes de indicar a exata localização dos dispositivos, o que viabilizou a expressiva apreensão.
Além dos mandados de busca, apreensão e prisão, a Justiça determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores superiores a cinco milhões de reais. As apurações conduzidas pelo Ministério Público revelaram uma cadeia criminosa estruturada em quatro núcleos de atuação distinta, que abrangiam desde o furto e roubo dos telefones até a revenda clandestina dos aparelhos reintroduzidos no mercado com aparências falsas de legalidade, como se ganhassem uma nova identidade.
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A operação é considerada pelo Ministério Público a maior já realizada no segmento no estado de São Paulo, resultando na apreensão de toneladas de peças e celulares. Ao todo, 15 criminosos foram presos, sendo sete deles alvos diretos da operação por integrarem a ala técnica do esquema criminoso, grupo que incluía um contador.
