Moradores cobram solução após obra ceder em córrego na Zona Leste de SP
Reconstrução de gabiões e infraestrutura no Jardim Aricanduva é cobrada por moradores

Moradores cobram solução após obra ceder em córrego na Zona Leste de SP
Reprodução/Band
Moradores do Jardim Aricanduva cobraram soluções definitivas da Prefeitura de São Paulo nesta semana para conter o risco de desabamento às margens do córrego Tapera, na Avenida Marapanim, na Zona Leste da capital paulista. A estrutura de gabiões — pedras grandes presas por telas de arame que sustentam o barranco — está se soltando, estreitando a passagem da água e agravando o risco de novas ocorrências na região.
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O problema estrutural na via não é recente. Em 9 de setembro, moradores relataram os riscos de deslizamento e a falta de segurança no local, situação que resultou em um acidente em que um morador com deficiência visual caiu no barranco.
Diante da pressão popular, equipes da subprefeitura estiveram na avenida em 23 de outubro e construíram um pequeno muro para evitar novas quedas de pedestres, além de reformarem a calçada. No entanto, o serviço durou poucas horas. Após uma forte chuva registrada no dia seguinte, a estrutura ruiu, arrastando o calçadão, o muro, uma árvore e um poste de energia para dentro do leito do córrego.
Reivindicações e vistoria da Defesa Civil
O aposentado Adair Correia de Melo relatou que a intervenção paliativa não surtiu efeito prático contra a força da água.
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"Não adiantou nada. A chuva levou tudo e eles não mexeram nos gabiões", afirmou.
Com a destruição do trecho, o espaço gerado na calçada passou a abrigar pessoas em situação de rua, gerando preocupação adicional aos residentes. Para a especialista em crédito Marina Tetamanti, a comunidade rejeita novas medidas provisórias e exige uma obra de engenharia robusta que estabilize de fato as margens.
A dona de casa Maria de Freitas reforçou o apelo por uma audiência direta com a gestão municipal.
"O prefeito precisa ouvir o povo. Não aguentamos mais enchentes; vai alagar tudo se chover, porque o fluxo do rio está obstruído", declarou.
Em nota oficial, a Prefeitura de São Paulo informou que a Defesa Civil vistoriou a área e constatou a queda do muro de gabião na margem esquerda, além de um quadro de assoreamento severo na margem direita, com comprometimento da calçada e da via pública. O órgão recomendou a execução urgente de obras para mitigar riscos de transbordamento durante o período de chuvas. A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras foi acionada pela subprefeitura regional, e uma nova vistoria técnica foi inserida na programação da pasta para os próximos dias.
