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São Paulo

Motoqueiro é identificado por série de abusos sexuais contra mulheres em SP

A Polícia Civil de São Paulo identificou e conduziu à delegacia um homem de 26 anos acusado de praticar uma série de abusos e importunação sexual contra

3 min

30/09/2026 17:50 • Atualizado há 24 dias

Motoqueiro é identificado por série de abusos sexuais contra mulheres em SP

Homem que assediava mulheres é identificado

Reprodução/Band

A Polícia Civil de São Paulo identificou e conduziu à delegacia um homem de 26 anos acusado de praticar uma série de abusos e importunação sexual contra mulheres em vias públicas. A bordo de uma motocicleta, o suspeito se aproximava de vítimas — muitas delas trafegando de bicicleta —, tocava e apertava suas nádegas e fugia em seguida.

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Até o momento, cinco mulheres compareceram à unidade policial para registrar o boletim de ocorrência, mas levantamentos do setor de investigação apontam que o número total de vítimas pode chegar a 14. A identificação do agressor foi realizada por equipes chefiadas pelo delegado Dr. Glauco e pelo investigador-chefe Ricardo, que analisaram imagens de câmeras de segurança, cruzaram dados da Delegacia Eletrônica e ouviram relatos nos últimos dias.

Casado e pai de dois filhos, o suspeito é reincidente: em 2023, já havia sido preso por cometer o mesmo tipo de crime contra ciclistas, recebendo na época uma pena branda convertida em prestação de serviços à comunidade.

Restrição da lei eleitoral e liberação

Apesar do trabalho da equipe policial em localizar e conduzir o investigado, ele não pôde permanecer preso na unidade. Devido à legislação eleitoral brasileira — que veda prisões fora de situações de flagrante delito no período entre os cinco dias anteriores e 48 horas após as eleições —, o homem teve de ser liberado na porta da delegacia, onde sua esposa o aguardava.

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A liberação provocou forte indignação no delegado Dr. Glauco, que relatou a rotina das equipes e criticou o obstáculo imposto pela lei.

"A gente vai agir. Você precisou, a Polícia Civil vai agir muito rapidamente. Os investigadores estão sem dormir já faz alguns dias. E aquilo: quando a gente fechou todo o quebra-cabeça, a junção de todos os elementos sensíveis, ouvimos as vítimas, trouxemos e pegamos o camarada. Agora a lei: cinco dias antes, 48 horas depois, eu não posso prender o cara. Ele não tá preso. Eu queria ver o cara preso. Ele vai voltar para a sociedade", afirmou a autoridade policial.

Alcoolismo, drogas e o risco de crimes mais graves

A investigação apontou que o investigado possui histórico de dependência química e alcoolismo, fatores que desencadeiam os ataques impulsivos contra as mulheres nas ruas. O Dr. Glauco fez um alerta sobre a necessidade de afastar o investigado do convívio social para evitar uma tragédia maior.

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"Ele vai chegar nesse passo (estupro) porque ele é alcoólatra, ele é usuário de drogas, ele mistura. É aí que ele sai para atacar as vítimas, então ele não tem controle nenhum sobre si mais. E na verdade esse é o verdadeiro caráter dele, essa é a verdadeira face dele: com o uso do álcool, com o uso das drogas, ele revela quem ele é. Ele é um potencial estuprador, ele vai violentar alguém, ele vai matar uma mulher. Ele tem que ser tirado agora, hoje, segregado da sociedade. É por isso a minha revolta", desabafou o delegado.

O Dr. Glauco confirmou que já solicitou formalmente a prisão preventiva do investigado à Justiça.

Coragem das vítimas e apelo da polícia

Apesar das limitações do momento, a Polícia Civil elogiou a postura das mulheres que procuraram a delegacia para formalizar as denúncias e reforçou que a estrutura do Estado está à disposição de novas vítimas.

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"As vítimas foram muito colaborativas, entenderam, acreditaram, vieram até a delegacia, o que é difícil, porque a mulher se sente envergonhada. Mas a sociedade acreditou mais uma vez, as mulheres acreditaram. Bastou a palavra de uma mulher, ela veio aqui, registrou, fez um boletim de ocorrência. A Delegacia Eletrônica foi supereficiente. A gente foi juntando esses dados, esses registros, e chegamos nele. A gente sabe que você, vítima, mulher, pode vir à polícia. A gente tem estrutura e vai garantir a sua segurança", concluiu o delegado.

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