São Paulo

Motorista cadeirante é vítima da "gangue do quebra-vidro" no centro de SP

Ação aconteceu na Avenida do Estado; sinal do celular levou a endereço conhecido da polícia

2 min

08/10/2026 19:08 • Atualizado há 7 horas

Motorista cadeirante é vítima da "gangue do quebra-vidro" no centro de SP

Motorista cadeirante sofre com a gangue do quebra-vidro

Reprodução/Band

A violência praticada pela chamada "gangue do quebra-vidro" fez mais uma vítima na região central da capital paulista. O motorista Douglas Verza, que é cadeirante, teve o celular roubado em uma ação que durou apenas um segundo enquanto trafegava pela Avenida do Estado, no bairro do Cambuci.

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O ataque ocorreu no momento em que a vítima desviou de um caminhão parado na faixa da esquerda e abriu a janela para conversar com o condutor. Câmeras instaladas no próprio veículo do motorista registraram nitidamente o rosto do assaltante no momento em que o vidro foi estourado. A suspeita é de que o criminoso tenha contado com o apoio de um motociclista, que parou na pista sem motivo para forçar a retenção do trânsito até o fechamento do semáforo.

Trajeto frequente e prejuízo

Douglas costuma fazer o mesmo trajeto três vezes por semana para levar a esposa ao trabalho e relatou que já havia presenciado um assalto semelhante no mesmo ponto, embora não imaginasse que se tornaria vítima. Além do trauma e do prejuízo financeiro para o conserto do veículo, o motorista rastreou o aparelho.

O sinal de localização indicou que o telefone foi levado para a Rua Guaianazes, localidade conhecida como "ninho dos celulares" no centro de São Paulo e frequentemente visada em operações policiais contra a receptação de aparelhos roubados e furtados.

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Migração de criminosos e segundo ataque

Com o reforço do policiamento na Baixada do Glicério, os integrantes do grupo migraram e espalharam suas abordagens por outras vias centrais. A dinâmica costuma envolver criminosos ocultos atrás de muretas que saltam para realizar o roubo e fogem na sequência.

Ainda na região central, o jornalista e diretor executivo da revista Consultor Jurídico (ConJur), Márcio Chaer, de 71 anos, também foi atacado na Avenida Cruzeiro do Sul. Chaer correu atrás do assaltante, que deixou o celular cair no chão durante a fuga. No entanto, após conseguir reaver o aparelho e parar em frente a uma mercearia, o jornalista queixou-se de cansaço, perdeu a consciência e não resistiu.

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