Mulher é esfaqueada na fila do banheiro em festa: 'Achei que era mentira'
À reportagem da Band, vítima atacada no pescoço por advogada em bar relata choque: 'Quando vi, espirrou sangue'
Uma discussão por lugar na fila do banheiro em uma festa de Halloween terminou em violência extrema em Itapecerica da Serra, Região Metropolitana de São Paulo. A administradora Tainá Polegato Alves, de 34 anos, foi esfaqueada no pescoço por Joyce Mara Rocumback Espírito Santo, advogada e servidora pública municipal, após ser acusada de tentar furar a fila.
Continua depois da publicidade
O ataque atingiu a região da artéria carótida da vítima e por pouco não foi fatal. Em entrevista exclusiva ao Brasil Urgente, Tainá relembrou os segundos de desespero e revelou que, devido ao ambiente temático e às fantasias dos convidados, não imaginou que a agressora tinha uma faca verdadeira.
"Eu demorei uns dez segundos para entender, porque era Halloween. Eu achei que era uma faca de mentira. Não teve uma discussão longa, não teve uma ameaça para eu me afastar, nada. Ela simplesmente falou e fez. Eu só me dei conta que foi real quando o sangue começou a espirrar", desabafou.
Imagens mostram ataque e fuga
O circuito de segurança do estabelecimento comercial registrou o momento em que a acusada retira a arma branca de dentro da bolsa, exibe a lâmina e avança diretamente contra o pescoço da vítima. Logo após o golpe, a advogada desce as escadas do local e foge.
Socorrida em estado grave, Tainá precisou passar por procedimento cirúrgico de emergência e foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Alvorada, em Moema, na capital paulista, onde permaneceu sob cuidados intensivos devido a dificuldades para respirar e engolir.
Continua depois da publicidade
Investigação policial
A agressora, que trabalha como fiscal de obras e meio ambiente da prefeitura local, foi conduzida para prestar depoimento logo após a ocorrência. Na delegacia, a defesa alegou que ela fazia uso de remédios de controle psiquiátrico e que a mulher teria sofrido um mal-estar.
A faca utilizada no crime foi apreendida pela Polícia Civil para perícia. O caso segue sob apuração, e a defesa de Tainá requer à Justiça que o inquérito seja conduzido sob a tipificação de tentativa de homicídio qualificado.
