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Mulher é morta a facadas na frente da filha em Rio Preto

A Polícia Civil procura Hiago Moreira Schnornberger, de 32 anos, suspeito de matar a facadas a esposa, Elizangela Aparecida Matheus, de 51 anos, na tarde

3 min

22/10/2026 13:32 • Atualizado há 3 horas

Mulher é morta a facadas na frente da filha em Rio Preto

Reprodução

A Polícia Civil procura Hiago Moreira Schnornberger, de 32 anos, suspeito de matar a facadas a esposa, Elizangela Aparecida Matheus, de 51 anos, na tarde desta quarta-feira (21), em São José do Rio Preto (SP). Segundo informações apuradas, ele havia sido colocado em liberdade condicional em janeiro deste ano, após cumprir quase dez anos de prisão pela morte de outra mulher.

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Elizangela foi encontrada ferida dentro de casa e recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu no local. Conforme informações da equipe médica que a atendeu, a vítima sofreu três golpes de faca, dois na região do coração e um no pulmão esquerdo.

Segundo o registro policial, a filha da vítima, uma adolescente de 15 anos, relatou aos policiais militares que o padrasto havia atacado a mãe com uma faca. O objeto foi deixado na residência e apreendido para a investigação.

As informações iniciais apontam que o casal havia se conhecido havia cerca de seis ou sete meses e estava casado há aproximadamente um mês e meio. O relacionamento seria conturbado, e Elizangela estaria tentando se separar. No dia do crime, os dois teriam discutido após se encontrarem na residência.

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A Polícia Civil foi até o local, ouviu testemunhas e solicitou a prisão preventiva do suspeito. A Justiça decretou a prisão, e Hiago é considerado foragido.

Condenação por outro feminicídio

Em dezembro de 2016, Hiago foi responsável pelo assassinato de Fernanda Aparecida da Silva, de 18 anos, em Pitangueiras, no interior paulista, conforme o processo judicial. Segundo a acusação, os dois mantinham um relacionamento conturbado e, depois de reatarem, ele teria convidado a jovem para acampar em uma área de mata.

De acordo com os autos, Fernanda foi amarrada e teve os olhos vendados antes de ser atingida por diversas facadas no peito. No dia seguinte ao crime, Hiago se apresentou à Polícia Civil, prestou depoimento e foi liberado. A prisão temporária foi decretada quatro dias depois e, posteriormente, convertida em preventiva.

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Inicialmente, ele afirmou que havia cometido o crime por ciúmes. Durante o processo, mudou a versão e alegou legítima defesa. A justificativa não foi aceita pelos jurados.

Em setembro de 2018, ele foi condenado a 24 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Após recurso, o Superior Tribunal de Justiça reduziu a pena para 14 anos.

Em 15 de janeiro de 2026, ele obteve liberdade condicional. Conforme as informações do processo, a concessão considerou fatores como bom comportamento, frequência escolar e participação em atividades de trabalho durante o período de prisão.

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A investigação sobre a morte de Elizangela é de responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher de São José do Rio Preto (SP).