'My Vintage Dress': Advogado deixa defesa e noivas relatam desespero
Com casamentos previstos para o fim de outubro, vítimas buscam 'Plano B' enquanto ateliê segue sem apresentar provas

Fachada do ateliê My Vintage Dress
Reprodução
O escândalo envolvendo o renomado ateliê de noivas My Vintage Dress, em São Paulo, ganhou desdobramentos críticos nesta quarta-feira (21). No especial exibido pela Rádio Bandeirantes, o repórter Guilherme Oliveira confirmou que o advogado Augusto Durso rescindiu, em comum acordo, a representação jurídica da proprietária, Camila Rossi, e da empresa.
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O caso, que eclodiu em 31 de agosto, afeta diretamente cerca de 300 noivas que pagaram por vestidos sob medida e foram surpreendidas com o fechamento repentino das portas e a interrupção no atendimento. Na época, a empresária alegou ter sido vítima de um golpe de R$ 1 milhão praticado por uma funcionária de confiança. Contudo, passados mais de 45 dias, nenhuma prova do alegado desfalque foi entregue à Polícia Civil, que aguarda a documentação para concluir a investigação ou indiciar a empresária pelo crime de estelionato continuado.
Enquanto a loja afirma nas redes sociais que atende por hora marcada e entregou 80 vestidos em setembro, depoimentos exclusivos trazidos pela reportagem revelam o pavor de noivas com cerimônias marcadas para os dias 30 e 31 de outubro — logo após o segundo turno das eleições. Sem respostas ou provas finais, clientes estão realizando "forças-tarefas", buscando resgatar peças inacabadas e arcando com custos duplicados para conseguir casar.
Depoimentos e Situação das Noivas a Dias da Cerimônia
Isabela Pinheiro (Casamento em 30/10 no RN): A dez dias do casamento, relata falta absoluta de respostas da loja, classificando o episódio como frustração financeira e emocional irreparável.
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Milene Lovato (Casamento em 31/10): Relata ter aguardado duas horas para ser atendida, enfrentado erros nas provas e ficado sem a terceira prova decisiva antes do casamento.
Resposta do Ateliê: Perfil oficial alega funcionamento por agendamento e entrega parcial, mas telefones e canais diretos seguem bloqueados para as noivas lesadas.
Esfera Legal: Investigação policial em aberto em SP; saída do advogado de defesa deixa a empresária sem representação formal informada.
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