'Não entendo até agora o que esse homem fez', diz idoso vítima de voadora
O aposentado José Ricardo, de 80 anos, ainda tenta compreender a violência brutal de que foi vítima na última sexta-feira (31), em Osasco, na Região
O aposentado José Ricardo, de 80 anos, ainda tenta compreender a violência brutal de que foi vítima na última sexta-feira (31), em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo. O idoso, que tem visão reduzida devido a uma catarata e utilizava muletas para se locomover após uma fratura recente no fêmur, foi covardemente agredido com uma voadora pelas costas e uma pisada na cabeça após uma discussão de trânsito.
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Em entrevista exclusiva ao Brasil Urgente, o idoso relatou a perplexidade com o ataque cometido pelo motorista identificado como Denis Kin. A polícia pediu a prisão temporária do motorista, que é procurado.
"Eu não entendo até agora o que esse homem fez comigo. Eu vinha vindo para cá [rua], não sei o que eu falei para ele... Eu fui acordar só no hospital, com pontos dados na cabeça. É muito humilhante um idoso ser espancado e agredido pelas costas", desabafou.
O ataque e a dinâmica
De acordo com a apuração da reportagem, o idoso — que trabalhou durante toda a vida como metalúrgico e açougueiro — caminhava próximo aos carros devido às más condições das calçadas da região, onde mora há 50 anos. Ao passar por um veículo que quase o atropelou, o aposentado usou a muleta para sinalizar e pediu para o motorista dirigir com mais cautela.
Em resposta, o condutor desceu do automóvel, desferiu uma voadora pelas costas que derrubou o idoso ao chão e ainda pisou em sua cabeça antes de fugir sem prestar socorro. O caso gerou forte comoção e revolta nas redes sociais e na vizinhança.
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Investigação e repercussão
Equipes policiais intensificaram as buscas para localizar o agressor, cujos antecedentes criminais já são alvos de apuração pelas autoridades locais. Enquanto se recupera dos ferimentos no rosto, nas mãos e nas dores na costela, o senhor José Ricardo resume o sentimento de quem passou a vida trabalhando de forma honesta:
"Eu não conheço ele, ele não me conhecia, não mexi com ele. O que eu espero daqui pra frente é acharem ele, dar uma prensa e deixá-lo em cana."
