'Noite dos OVNIs': há 40 anos, FAB mobilizava caças em São José dos Campos
Caso registrado em 1986 mobilizou pilotos, militares e controladores de voo após avistamentos de luzes misteriosas no céu brasileiro; caso segue sem explicação

Há 40 anos, a FAB (Força Aérea Brasileira) mobilizou cinco caças para acompanhar e perseguir ao menos 21 objetos voadores não identificados avistados em diferentes regiões do país. O caso aconteceu na noite de 19 de maio de 1986 e ficou conhecido nacionalmente como a “Noite Oficial dos OVNIs”, considerada um dos episódios ufológicos mais marcantes da história brasileira.
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Um dos primeiros registros ocorreu em São José dos Campos, quando um operador da torre de controle do aeroporto da cidade relatou ter visto luzes no céu que mudavam de cor, principalmente em tons avermelhados. Os objetos também foram observados em áreas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás, envolvendo relatos de pilotos, controladores de voo e militares.
Para o escritor, palestrante e pesquisador do fenômeno OVNI, Mauro Baère, o episódio ganhou relevância não apenas pela quantidade de testemunhas, mas pelo reconhecimento oficial dado pelas autoridades brasileiras.
“Foi um avistamento massivo de objetos voadores não identificados. O fenômeno foi visto por muitas testemunhas civis e militares, incluindo pilotos e controladores de voo. E a importância dessa data está justamente no reconhecimento oficial dos fatos pelo então ministro da Aeronáutica, Octávio Moreira Lima”, explicou.

OVNI visto em Aparecida, em 1995. Foto: Mauro Baère
•Grupo de Estudos Ufológicos “19 de Maio”
Segundo Mauro, os relatos dos militares chamaram atenção pela suposta tecnologia apresentada pelos objetos, que teriam alcançado velocidades estimadas em até 15 mil quilômetros por hora dentro da atmosfera terrestre.
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“O mais importante desses testemunhos foi constatar a altíssima tecnologia desses objetos e o fato de apresentarem controle inteligente, descartando hipóteses como fenômenos atmosféricos”, afirmou.
O pesquisador também destaca que o Vale do Paraíba é historicamente associado a relatos ufológicos, especialmente por concentrar polos tecnológicos, aeroportos e estruturas militares. O Vale do Paraíba é considerado um local de muitos avistamentos e relatos envolvendo contatos extraterrestres. É uma região estratégica por toda a questão tecnológica e aeroespacial.
Outro ponto citado por Mauro Baère é o relato de um controlador de voo do aeroporto de São José dos Campos, que teria percebido uma espécie de resposta luminosa dos objetos às sinalizações feitas pela torre.
“Segundo esse relato, um dos objetos parecia responder às luzes emitidas pela torre de controle, como uma espécie de comunicação”, completou.
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O fotógrafo Adenir Britto relembra que testemunhou “muitas luzes multicoloridas” realizando movimentos em alta velocidade, com mudanças bruscas de direção, paradas repentinas e formações agrupadas no céu.
Segundo ele, pela forma como os objetos se deslocavam, seria impossível associá-los a aviões, balões ou fogos de artifício. O episódio ganhou repercussão nacional e passou a ser considerado um dos casos ufológicos mais conhecidos do país.
Adenir também destaca o relato do empresário e engenheiro Ozires Silva, que afirmou ter visto os objetos enquanto retornava de Brasília para São José dos Campos. De acordo com o fotógrafo, a aeronave teria sido acompanhada pelas luzes por alguns minutos, levando os pilotos a acionarem a torre de controle.
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Radares confirmaram a presença de alvos não identificados no céu, e caças da Força Aérea Brasileira foram deslocados para acompanhar a ocorrência.

Créditos: Adenir Britto

Créditos: Adenir Britto
Essa o objeto sai de um ponto distante e se aproxima em movimento pendular. Segundo ufólogos, esse "pêndulo" é um movimento comum de discos voadores
Avistamentos em São José dos Campos
Segundo o Ufólogo Renato Mota, o evento da “Noite dos OVNIs” ocorreu "quando objetos voaram aqui na região de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, e também cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Sul de Minas", levando a Força Aérea Brasileira (FAB) a entrar em estado de alerta.
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O episódio foi marcado por perseguições intensas envolvendo pilotos militares. Mota destaca um dos momentos mais impressionantes: "Tem um momento, por exemplo, que um dos pilotos relata que tinha sete objetos de um lado da asa e seis do outro. Isso enquanto ele estava perseguindo um desses objetos". Mesmo figuras proeminentes da aviação brasileira, como Ozires Silva, tentaram interceptar as luzes, embora ele tenha relatado ter visto apenas clarões intensos na ocasião.
Em solo, a interação com os objetos sugeria uma forma de comunicação ou reação consciente. Mota cita o depoimento de um controlador de voo de São José dos Campos: "Conforme ele diminuía as luzes da pista, os objetos se aproximavam. Quando ele aumentava as luzes das pistas do aeroporto, os objetos se distanciavam". Anos depois, a própria FAB confirmou oficialmente a natureza extraordinária do fenômeno, admitindo que "os objetos eram sólidos, tinham inteligência e voavam a velocidades hipersônicas, chegando de 0 a 15.000 km/h em fração de segundo".
