Número de jovens aptos a votar cai mais de 44% em quatro anos no Vale
Enquanto o eleitorado de 16 e 17 anos encolheu nas principais cidades da região, a quantidade de eleitores com mais de 70 anos continua em crescimento

O número de adolescentes de 16 e 17 anos aptos a votar diminuiu de forma significativa nas principais cidades do Vale do Paraíba. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, entre as eleições de 2022 e 2026, houve uma redução superior a 44% no eleitorado dessa faixa etária em São José dos Campos, Jacareí e Taubaté.
Continua depois da publicidade
Em São José dos Campos, o total de eleitores de 16 e 17 anos caiu de 5.412 para 2.963. Em Jacareí, o número passou de 1.623 para 1.000 jovens. Já em Taubaté, a quantidade de adolescentes aptos a votar recuou de 2.011 para 1.075.
Apesar de o voto ser facultativo para essa faixa etária, especialistas apontam que o desinteresse pela política e a sensação de que o voto tem pouco impacto podem explicar a queda no número de jovens que tiram o título de eleitor.
Segundo cientistas políticos, a polarização do cenário político também contribui para o afastamento dos adolescentes das urnas. Muitos jovens não se sentem representados pelos principais grupos políticos e acabam acreditando que sua participação não produzirá mudanças efetivas.
Continua depois da publicidade
Enquanto o eleitorado jovem diminui, outro grupo segue na direção oposta. O número de eleitores com mais de 70 anos, que também têm voto facultativo, cresceu nas três maiores cidades da região.
Em São José dos Campos, a faixa etária entre 70 e 74 anos passou de quase 22 mil para mais de 26 mil eleitores. Em Taubaté, o número aumentou de 9.876 para 11.944. Já em Jacareí, o total subiu de 7.343 para 8.595.
Para especialistas, esse crescimento está ligado ao maior engajamento político da população idosa, que acompanha mais de perto o cenário eleitoral e considera o voto uma forma importante de participar das decisões do país.
Continua depois da publicidade
O contraste entre a redução da participação dos mais jovens e o aumento do eleitorado idoso evidencia uma mudança no perfil dos votantes da região e reforça o desafio de estimular o interesse das novas gerações pela participação democrática.
