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PF bloqueia mais de R$ 3 milhões em operação contra lavagem de dinheiro

Ação aconteceu em Paulínia (SP); foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão

2 min

21/10/2026 13:29 • Atualizado há 3 dias

PF bloqueia mais de R$ 3 milhões em operação contra lavagem de dinheiro

Operação foi realizada pela PF de Campinas

Divulgação

A Polícia Federal (PF) de Campinas (SP) realizou nesta terça-feira (20), quatro mandados de busca e apreensão, em Paulínia (SP). A "Operação Gandula" investiga lavagem de dinheiro relacionada a uma organização criminosa.

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Durante as buscas, foram apreendidos três celulares e um veículo. Também foi determinado um bloqueio de valores de até R$ 3.464.340,50.

O material apreendido será analisado. A operação é um desdobramento da Operação Concierge, deflagrada em 2024.

Relembre a 'Operação Concierge'

A ação realizada no dia 28 de agosto de 2024, investigou um esquema de fraude envolvendo R$ 7,5 bilhões, com foco na lavagem de capitais, evasão de divisas e blindagem patrimonial, utilizando fintechs para encobrir as atividades ilícitas.

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A operação tem como alvos 57 pessoas físicas e jurídicas distribuídas entre São Paulo e Minas Gerais, nas cidades abaixo:

  • São Paulo;
  • São Caetano do Sul;
  • Osasco;
  • Barueri;
  • Santana do Parnaíba;
  • Embu-Guaçu;
  • Jundiaí;
  • Valinhos;
  • Paulínia;
  • Campinas;
  • Americana;
  • Sorocaba;
  • Votorantim;
  • Ilhabela;
  • Belo Horizonte.

A Receita Federal realizou buscas em 12 desses alvos, todos ligados a pessoas jurídicas, para apreender documentos de interesse tributário.

Sobre o esquema

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O núcleo do esquema era formado por duas fintechs atuantes no setor bancário e financeiro, operadas por sócios ocultos. Entre 2020 e 2023, essas fintechs movimentaram R$ 3,5 bilhões em operações de crédito. Elas ofereciam serviços de "conta garantida" que permitiam a movimentação financeira livre de bloqueios judiciais, servindo assim à blindagem patrimonial e evasão fiscal.

As fintechs mantinham contas denominadas "conta bolsão" em bancos comerciais, através das quais realizavam milhares de transações em nome dos clientes, dificultando o rastreamento do dinheiro. Esse sistema garantia que os nomes dos verdadeiros operadores das contas não aparecessem em registros bancários, protegendo-os de bloqueios judiciais.