Polícia descarta serial killer após série de mortes em São Paulo
Autoridades investigam mais de 15 corpos encontrados em pouco mais de um mês na capital
A Polícia Civil de São Paulo descartou a atuação de um serial killer na capital e na região metropolitana após apurar casos de homicídios registrados ao longo de pouco mais de um mês. De acordo com a corporação, foram encontrados 16 corpos com sinais evidentes de violência, em sua maioria vítimas esquarteladas, desde o último dia 10 de setembro.
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As investigações seguem de forma separada para cada ocorrência. No início da manhã desta quinta-feira (22), a polícia registrou a localização de novos corpos. Inicialmente, a estimativa era de 19 mortos, mas três casos foram descartados por não se tratarem de homicídios com as mesmas características.
Investigação e prisões em andamento
A linha de apuração policial aponta conexões com disputas internas em tribunais do crime controlados por facções criminosas, onde sentenças de morte resultam no desova de corpos na capital e na Grande São Paulo.
Até o momento, dois criminosos tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça. A polícia informou também que outros seis mandantes dos assassinatos já foram identificados pelas equipes de investigação.
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Tribunal do crime
A Polícia Civil de São Paulo apura a possível ligação do crime organizado e de práticas do chamado "tribunal do crime" nas execuções que resultaram no achado de corpos na capital e na Região Metropolitana.
A investigação, conduzida pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) sob a coordenação de autoridades como a delegada Ivalda Aleixo e o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, busca esclarecer as motivações das mortes após o número de registros na região gerar forte repercussão e especulações públicas.
Questionada se a exposição dos corpos em vias públicas poderia ser um recado de facções criminosas, a polícia destacou que as apurações avançam com análises periciais e oitiva de suspeitos, embora pontue que a maioria dos casos apresenta contextos e origens distintas.
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"Eu não tenho como afirmar, porque a gente precisa saber se tem conexões. É um grupo? É o mesmo grupo? Tudo indica que não. Nós temos em várias regiões e há várias motivações", afirmou a delegada Ivalda Aleixo ao detalhar o andamento das diligências.
