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São Paulo

Polícia investiga falso cuidador por mortes e golpes em famílias em SP

A Polícia Civil de São Paulo investiga a participação de um falso cuidador de idosos na morte de duas pessoas, além do cometimento de golpes financeiros

2 min

16/10/2026 19:30 • Atualizado há 8 dias

A Polícia Civil de São Paulo investiga a participação de um falso cuidador de idosos na morte de duas pessoas, além do cometimento de golpes financeiros contra os familiares das vítimas. O suspeito, identificado como Márcio Oliveira Nunes, já está preso e responderá pelas acusações.

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A descoberta de um dos corpos ocorreu em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo. Os restos mortais estavam enterrados no quintal de uma residência anteriormente alugada por Márcio, preso inicialmente devido ao desaparecimento de Francisco Rex Faustino, de 76 anos.

Falsa clínica de repouso e cobranças indevidas

A família do idoso encontrou o serviço por meio da internet e contratou Márcio, que utilizava o nome de uma clínica de repouso regularizada para demonstrar uma falsa legalidade. Como forma de pagamento pelo atendimento, os parentes entregaram ao investigado o cartão do INSS de Francisco.

Nos primeiros meses, os familiares recebiam fotos e vídeos atualizados do idoso. Com o tempo, as atualizações de contato tornaram-se cada vez mais raras, e Márcio passou a exigir quantias financeiras extras, além do benefício previdenciário retido. Diante das suspeitas, a família compareceu ao endereço indicado e constatou que a clínica não operava mais no local.

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Registro de ocorrência e investigações

Em junho, os parentes de Francisco registraram um boletim de ocorrência sobre o seu desaparecimento. Mesmo negando o assassinato do idoso, Márcio continuou sacando e recebendo o benefício do INSS da vítima.

A polícia aguarda o resultado da perícia técnica para confirmar a identidade do corpo achado no quintal em Embu-Guaçu. O processo de identificação pode ser mais complexo, uma vez que Francisco não teve filhos.

Suspeita de outras vítimas

Márcio Oliveira Nunes segue sob custódia policial. Os agentes apuram a conexão do suspeito com um segundo homicídio: o de um homem de 38 anos, encontrado amarrado e coberto por uma manta em outubro do ano passado, em uma região isolada da Zona Sul de São Paulo. A equipe de investigação não descarta a possibilidade de haver outras vítimas do falso cuidador.

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