Polícia prende suspeito de matar ex-namorada e criança na Grande SP
Homem de 41 anos foi localizado no Jaguaré após ter prisão temporária decretada
A Polícia Civil de São Paulo prendeu na noite desta quarta-feira (4), no bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, o homem de 41 anos investigado pelos assassinatos da advogada Ana Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e do filho dela, Rafael Faria Lima Ferrari, de 6 anos.
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A captura foi realizada por equipes da Delegacia de Polícia de Cotia após representação pela prisão temporária do investigado, cujo nome havia sido incluído na lista de procurados da Interpol. O suspeito foi conduzido à unidade policial logo após a localização para a formalização do cumprimento do mandado judicial expedido pelo Poder Judiciário paulista.
Localização das vítimas e apuração policial
Os corpos da advogada e do filho foram encontrados na noite de terça-feira (3), em um condomínio residencial localizado na Estrada Manoel Lages do Chão, no bairro Lajeado, no município de Cotia, na Grande São Paulo. As vítimas apresentavam marcas e sinais de violência no pescoço compatíveis com esganadura mecânica.
Conforme a apuração policial, o relacionamento amoroso mantido entre a mulher e o suspeito havia terminado cerca de um mês antes da ocorrência. Familiares da vítima relataram histórico de atritos, violência doméstica e intimidações anteriores envolvendo o investigado, que continuava a residir no imóvel.
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Imagens registradas por câmeras de segurança do condomínio exibem o momento em que o veículo do suspeito acessou o residencial na noite de domingo (1º), transportando a família. Horas depois, no início da madrugada de segunda-feira (2), o motorista foi gravado saindo do prédio sozinho em uma caminhonete.
Tipificação penal e desdobramentos
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmou que o caso é conduzido pelas autoridades policiais como feminicídio e vicaricídio — qualificadora aplicada em episódios em que parentes próximos ou descendentes de uma mulher sofrem agressões e mortes para gerar dor psicológica à companheira.
O empresário havia alertado profissionais de advocacia por telefone sobre a situação dos corpos no interior do apartamento, viabilizando o comparecimento dos agentes da segurança pública ao endereço residencial.
