Professor é preso acusado de matar marido em motel para receber seguro de vida
Polícia Civil apura se companheiro planejou a morte para receber indenizações
Um homem de 22 anos foi encontrado morto na banheira de hidromassagem de um motel localizado na Zona Oeste de São Paulo. O caso, inicialmente registrado como morte suspeita no 7º Distrito Policial, passou a ser tratado como homicídio após investigações do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
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O marido da vítima, de 39 anos, foi preso temporariamente por suspeita de envolvimento no crime.
Entenda a dinâmica do caso e a investigação policial
Segundo a delegada diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, o casal se conheceu por meio de um aplicativo e se casou em junho, mas não morava junto. A família da vítima não tinha conhecimento do matrimônio. No dia do ocorrido, os dois entraram em um motel com um veículo de aplicativo. O marido pagou a estadia antecipadamente com cartão de crédito e, posteriormente, acionou os funcionários e o socorro médico ao encontrar o companheiro desacordado na banheira.
A versão apresentada pelo suspeito indicava que ambos estavam no banho e que ele havia descido para o andar inferior. Ao retornar após vinte minutos, teria encontrado a vítima submersa e desacordada. No entanto, a polícia constatou marcas de agressão no corpo do atendente, especialmente no pescoço, indicando indícios de luta corporal, possível esganadura e ferimentos na boca.
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Seguros de vida e apólices sob suspeita
As investigações revelaram que, logo após o casamento, o marido passou a cotar apólices de seguro de vida em nome da vítima. O atendente, que trabalhava em uma rede de fast food e ganhava cerca de R$ 3 mil mensais, teve a declaração de imposto de renda fraudada para viabilizar a contratação de múltiplos seguros que totalizavam valores superiores a R$ 15 milhões.
A polícia apontou que o cônjuge era o único beneficiário e que as apólices continham cláusulas prevendo o dobro da indenização em caso de morte acidental. Os documentos foram firmados entre junho e julho, período em que a vítima sequer estava presente nas negociações exigidas pelas seguradoras.
O suspeito teve o celular apreendido e resetado antes de ser entregue às autoridades, mas a Justiça decretou sua prisão temporária por 30 dias para a continuidade das diligências.
